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Rússia condena sanções “ilegítimas” dos Estados Unidos a Cuba

No dia 1º de março de 2019, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, emitiu uma ordem executiva que classificou Cuba como uma “ameaça invulgar e extraordinária” para a segurança do país. A decisão foi recebida com surpresa e indignação por parte do governo cubano, que a considerou como um “ato brutal de agressão”.

A medida tomada por Trump revogou a política de aproximação entre os dois países, iniciada pelo ex-presidente Barack Obama em 2014, e reforçou as restrições de viagens e comércio com a ilha caribenha. Além disso, a ordem executiva impôs novas sanções econômicas e financeiras a Cuba, com o objetivo de pressionar o governo a adotar reformas políticas e respeitar os direitos humanos.

No entanto, a justificativa dada por Trump para essa mudança drástica em relação a Cuba não é convincente. Ao classificar o país como uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos, o presidente americano ignora os avanços significativos que Cuba tem feito nos últimos anos, tanto em termos de desenvolvimento econômico quanto social.

Desde a revolução liderada por Fidel Castro em 1959, Cuba tem sido um alvo constante de interferência e agressão por parte dos Estados Unidos. Durante décadas, o país sofreu com um bloqueio econômico e político imposto pelos americanos, que causou grandes prejuízos à sua economia e à qualidade de vida de sua população.

No entanto, mesmo diante dessas dificuldades, Cuba conseguiu construir um sistema de saúde e educação de excelência, reconhecido internacionalmente. Além disso, o país tem sido um exemplo na luta contra o racismo, a discriminação e a pobreza, alcançando índices de desenvolvimento humano comparáveis aos dos países desenvolvidos.

Portanto, é incoerente e injusto que Trump classifique Cuba como uma ameaça à segurança dos Estados Unidos. Ao invés de reconhecer os avanços do país e buscar uma relação de cooperação, o presidente americano prefere manter uma postura hostil e agressiva, que apenas prejudica o povo cubano e impede o progresso das relações entre os dois países.

Além disso, a decisão de Trump vai contra a vontade da maioria dos americanos, que apoiam a normalização das relações com Cuba. Uma pesquisa realizada pela Universidade de Quinnipiac em 2017 mostrou que 73% dos americanos são favoráveis ao fim do bloqueio econômico e das restrições de viagens entre os dois países.

Essa ordem executiva também é uma clara violação do direito internacional. Cuba é um país soberano e tem o direito de conduzir seus assuntos internos sem interferência externa. Além disso, a medida de Trump vai contra as resoluções da Assembleia Geral das Nações Unidas, que condenam o bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos a Cuba.

Diante desse cenário, é importante que a comunidade internacional se una em defesa de Cuba e do direito dos países de conduzirem seus próprios destinos. É preciso que os Estados Unidos respeitem a soberania de Cuba e busquem uma relação de diálogo e cooperação, em vez de imposição e agressão.

O governo cubano já se manifestou contra a ordem executiva de Trump, afirmando que ela é um “ato brutal de agressão” e que não irá ceder às pressões dos Estados Unidos. Além disso, Cuba tem recebido o apoio de diversos países, que se posicionaram contra a medida do presidente americano.

É importante que a sociedade civil e os governos de todo o mundo se unam em solidariedade a Cuba e em defesa do direito à autodetermin

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