No dia 5 de fevereiro de 2019, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que o acordo de desarmamento nuclear com a Rússia, conhecido como Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF, na sigla em inglês), havia sido oficialmente encerrado. O presidente afirmou que o acordo, assinado em 1987, era “mal negociado” e propôs um novo pacto, “modernizado” e possivelmente incluindo a China.
O INF foi um marco histórico no controle de armas nucleares, pois proibia a produção, testes e posse de mísseis nucleares terrestres com alcance entre 500 e 5.500 quilômetros. O acordo foi assinado pelos líderes dos Estados Unidos e da União Soviética na época, Ronald Reagan e Mikhail Gorbachev, respectivamente, e foi considerado um grande passo para a paz e segurança global.
No entanto, nos últimos anos, os Estados Unidos acusaram a Rússia de violar o acordo, desenvolvendo e implantando mísseis de alcance intermediário. A Rússia negou as acusações e também acusou os Estados Unidos de violar o acordo, por meio do sistema de defesa antimísseis na Europa, que pode ser convertido para lançar mísseis de cruzeiro de alcance intermediário.
Diante disso, o governo Trump decidiu retirar-se do acordo e buscar um novo pacto que inclua a China. Segundo o presidente, a China possui um grande arsenal de mísseis de alcance intermediário e não está sujeita às restrições do INF, o que coloca os Estados Unidos em desvantagem estratégica.
A proposta de um novo acordo com a inclusão da China é vista como uma tentativa de pressionar o país asiático a se juntar às negociações de controle de armas. No entanto, a China já deixou claro que não tem interesse em participar de um acordo que limite seu poderio militar.
Apesar das críticas e preocupações de especialistas em segurança internacional, o presidente Trump acredita que um novo acordo pode ser alcançado e que será mais justo e benéfico para os Estados Unidos. Ele afirmou que o país não ficará de braços cruzados enquanto outros países desenvolvem armas nucleares, e que a segurança nacional é sua principal prioridade.
A decisão de encerrar o INF e buscar um novo acordo foi elogiada por alguns políticos e analistas, que acreditam que o acordo anterior estava desatualizado e não levava em consideração o atual cenário geopolítico. Além disso, a inclusão da China pode ser um passo importante para garantir a estabilidade e segurança mundial.
No entanto, também há críticas à postura do presidente Trump em relação ao desarmamento nuclear. Alguns acreditam que sua abordagem agressiva e unilateral pode levar a uma nova corrida armamentista e aumentar as tensões entre os Estados Unidos e seus adversários.
É importante lembrar que o desarmamento nuclear é um tema sensível e complexo, que requer diálogo e cooperação entre as nações. A retirada dos Estados Unidos do INF pode ser vista como um retrocesso nesse processo, mas também pode ser uma oportunidade para um novo acordo mais abrangente e justo.
Em meio a esse cenário incerto, é necessário que os líderes mundiais se unam para encontrar soluções pacíficas e eficazes para o controle de armas nucleares. A paz e a segurança global dependem disso.
Em resumo, a decisão do presidente Trump de encerrar o acordo com a Rússia e buscar um novo pacto é controversa e gera preocupações, mas também pode ser vista como uma tentativa de modernizar e fortalecer o controle de armas nucleares. Esperamos que os líderes dos Estados Unidos, Rúss














