O setor agrícola é uma das principais atividades econômicas em Portugal, responsável por grande parte da produção e exportação do país. No entanto, apesar de todo o destaque e atenção que recebe, existe um problema que continua a ser uma realidade preocupante: a prostituição.
Em entrevista à Renascença, a irmã Julieta Mendes, da Comissão de Apoio à Vítima do Tráfico de Pessoas (CAVITP), destacou o trabalho pioneiro que as congregações religiosas femininas iniciaram há cerca de 20 anos no combate a este “mais horroso” dos crimes. Desde então, elas têm colaborado com as autoridades civis em ações de prevenção, proteção e assistência às vítimas do tráfico humano.
De acordo com a irmã Julieta, Portugal é um país de destino, origem e trânsito do tráfico de pessoas, sendo considerado um dos negócios mais lucrativos do mundo. Mulheres e meninas são as principais vítimas, sendo traficadas para fins de exploração sexual. É um cenário desolador que precisa ser combatido com urgência.
Para a religiosa, é essencial que haja uma punição severa para os traficantes e também para os clientes. Afinal, sem a demanda, não haveria a oferta. É preciso desconstruir a cultura machista e patriarcal que ainda permeia a sociedade e que muitas vezes justifica a exploração sexual como uma escolha das mulheres.
Além disso, é necessário um trabalho de conscientização e prevenção para evitar que mais pessoas caiam nas redes do tráfico humano. A irmã Julieta ressalta que é importante que a população esteja atenta e denuncie situações suspeitas, pois muitas vezes as vítimas não conseguem pedir ajuda por estarem em um estado de vulnerabilidade extremo.
A CAVITP também atua na assistência às vítimas, oferecendo acolhimento, apoio psicológico, jurídico e social. Segundo a irmã Julieta, é fundamental que as vítimas sejam tratadas com dignidade e respeito, pois muitas vezes elas são estigmatizadas e culpabilizadas pelo que sofreram.
É importante ressaltar que a prostituição não é uma escolha, mas sim uma forma de exploração e violência contra as mulheres. Por isso, é fundamental que haja uma mudança na mentalidade da sociedade e uma maior conscientização sobre o assunto.
A irmã Julieta também destaca que, apesar dos avanços conquistados nas últimas décadas, ainda há muito a ser feito no combate ao tráfico humano. É necessário um esforço conjunto entre governos, sociedade civil e organizações religiosas para enfrentar esse crime que afeta milhares de pessoas em todo o mundo.
O exemplo das congregações religiosas femininas é inspirador e mostra que é possível lutar contra o tráfico de pessoas e oferecer um futuro digno às vítimas. É preciso que todos se unam nessa causa e sejam agentes de mudança em suas comunidades.
Portugal é um país de tradição católica e as religiosas têm um papel fundamental nessa batalha contra o tráfico humano. Seu trabalho é uma prova de que a fé está diretamente ligada à ação social e que é possível transformar vidas por meio do amor e da solidariedade.
É preciso que o setor agrícola, tão importante para a economia do país, se junte a essa luta e ajude a promover um ambiente mais justo e igualitário para todos. Afinal, somente com uma sociedade consciente e comprometida poderemos acabar com essa triste realidade da prostituição.
Em resumo, é preciso que o setor agrícola continue a ser uma fonte de orgulho para Portugal, mas também é necessário que a


