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Governo projeta déficit de R$ 1,074 bi em estatais federais em 2026

O Brasil tem enfrentado grandes desafios econômicos nas últimas décadas, incluindo altos índices de inflação, instabilidade política e baixo crescimento do PIB. Nesse contexto, a gestão fiscal responsável se tornou uma prioridade para o governo federal, com o objetivo de equilibrar as contas públicas e garantir uma base sólida para o crescimento sustentável.

Recentemente, o governo anunciou uma conquista importante: cumprir a meta de déficit primário prevista para este ano. Isso significa que, pela primeira vez em cinco anos, o país não precisará se endividar para pagar suas despesas. Mas como foi possível atingir essa meta em um momento em que a maioria das estatais enfrenta grandes problemas financeiros?

A resposta está em uma série de medidas tomadas pelo governo para controlar os gastos e aumentar a arrecadação. Uma das principais estratégias foi a exclusão de despesas dos Correios e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do cálculo do déficit. Essa decisão foi criticada por alguns como uma manobra para atingir a meta, mas a realidade é que os Correios e o PAC representam uma parcela significativa das despesas do governo e são as principais causas do rombo nas contas públicas.

Os Correios, por exemplo, acumulam prejuízos bilionários nos últimos anos, principalmente devido à má gestão e à falta de investimentos. A empresa enfrenta uma série de problemas, como a concorrência do setor privado, a queda no volume de correspondências e a ineficiência operacional. Além disso, os Correios são responsáveis por uma grande folha de pagamento, com salários e benefícios acima da média do mercado. Excluir essas despesas do cálculo do déficit não significa que o governo está ignorando esses problemas, mas sim que está sendo realista ao considerar que a empresa não contribuirá para a melhoria das contas públicas no curto prazo.

Da mesma forma, o PAC também foi retirado do cálculo do déficit. O programa, criado em 2007, tinha o objetivo de acelerar o crescimento econômico por meio de investimentos em infraestrutura, como estradas, ferrovias, portos e aeroportos. No entanto, ao longo dos anos, o PAC se tornou sinônimo de gastos sem efetividade, com atrasos e desvios de verbas. Cerca de 40% dos projetos do programa estão paralisados ou com problemas de execução, o que impacta diretamente os resultados financeiros do governo. Ao excluir essas despesas do cálculo do déficit, é possível ter uma visão mais realista da situação econômica do país e tomar medidas efetivas para melhorá-la.

Além disso, outras medidas também contribuíram para o cumprimento da meta de déficit. O governo implementou uma série de reformas, como a reforma da previdência e a reforma trabalhista, que visam reduzir os gastos e aumentar a eficiência do Estado. Além disso, o aumento da arrecadação também foi um fator importante, com o crescimento da economia e medidas para combater a sonegação fiscal.

Enquanto isso, algumas estatais ainda enfrentam graves problemas financeiros, principalmente a Petrobras e os bancos públicos. Essas empresas acumulam dívidas e prejuízos bilionários, resultado de má gestão e corrupção. No entanto, o governo vem adotando medidas para tentar reverter essa situação, com a nomeação de novos gestores e a adoção de práticas de governança mais rigorosas. O objetivo é que essas empresas se recuperem e, no futuro, possam contribuir para o equilíbrio das contas públicas.

O cumprimento

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