Nova comissão vai elaborar propostas de revisão do Código dos Cânones das Igrejas Orientais à luz do percurso sinodal.
As Igrejas Orientais, também conhecidas como Igrejas Católicas Orientais, são comunidades cristãs que seguem as tradições litúrgicas e disciplinares das igrejas do Oriente. Elas são reconhecidas pela Igreja Católica como parte da sua comunhão e possuem seus próprios códigos de leis e normas, conhecidos como Cânones. Recentemente, foi anunciada a criação de uma nova comissão para elaborar propostas de revisão do Código dos Cânones das Igrejas Orientais à luz do percurso sinodal.
O percurso sinodal, que tem sido enfatizado pelo Papa Francisco, é um caminho de discernimento e diálogo que visa aprofundar a comunhão e a unidade entre as igrejas. Neste sentido, a criação desta comissão é um passo importante para fortalecer a comunhão entre as Igrejas Orientais e a Igreja Católica, bem como para promover uma maior compreensão e respeito pelas tradições orientais dentro da Igreja.
A comissão será composta por especialistas em direito canônico e teologia, representantes das Igrejas Orientais e membros da Congregação para as Igrejas Orientais. Seu objetivo será revisar o Código dos Cânones das Igrejas Orientais, que foi promulgado em 1990 pelo Papa João Paulo II, à luz do percurso sinodal e das mudanças sociais e culturais que ocorreram desde então.
Esta iniciativa é um sinal claro do compromisso da Igreja Católica em promover a unidade na diversidade e em valorizar as riquezas das diferentes tradições dentro da sua comunhão. Além disso, a revisão do Código dos Cânones das Igrejas Orientais também é uma resposta às necessidades e desafios enfrentados pelas comunidades orientais em todo o mundo.
Um dos principais objetivos da comissão será a atualização do Código à luz do Concílio Vaticano II, que trouxe importantes mudanças para a Igreja Católica e também impactou as Igrejas Orientais. Além disso, a comissão também terá em consideração as orientações e ensinamentos do Papa Francisco, que tem enfatizado a importância da inculturação e do diálogo inter-religioso.
A revisão do Código também abordará questões relacionadas à disciplina eclesiástica, como o matrimônio, o celibato clerical e a ordenação de homens casados. Estes são temas que têm sido amplamente discutidos dentro da Igreja Católica e que também afetam as Igrejas Orientais. A comissão buscará encontrar soluções que respeitem as tradições orientais e, ao mesmo tempo, estejam em sintonia com a disciplina da Igreja Católica.
É importante destacar que esta revisão não tem como objetivo alterar as tradições e disciplinas das Igrejas Orientais, mas sim atualizar o Código para que ele possa melhor servir às necessidades das comunidades orientais e promover uma maior comunhão entre as igrejas.
A criação desta comissão é um passo importante para fortalecer a comunhão e a unidade dentro da Igreja Católica. Ela também é uma oportunidade para as Igrejas Orientais se sentirem mais integradas e valorizadas dentro da comunhão católica. Espera-se que o trabalho desta comissão possa contribuir para uma maior compreensão e respeito pelas tradições orientais e para uma Igreja mais unida e diversificada.
Em tempos de mudanças e desafios, é enc














