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​Lefebvrianos rejeitam diálogo e arriscam novo cisma

No dia 12 de fevereiro, o Superior Geral dos lefebvrianos, Dom Bernard Fellay, publicou uma carta rejeitando as propostas de diálogo apresentadas pelo Prefeito para a Doutrina da Fé. Essa decisão gerou grande repercussão dentro da comunidade católica e levantou questionamentos sobre o futuro da relação entre os lefebvrianos e a Igreja Católica.

Os lefebvrianos são um grupo de católicos tradicionalistas que seguem a doutrina da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, fundada pelo arcebispo Marcel Lefebvre em 1970. Eles se opõem às mudanças litúrgicas e doutrinárias promovidas pelo Concílio Vaticano II e mantêm uma posição de resistência em relação às decisões da Igreja Católica pós-conciliar.

Desde 2009, a Fraternidade Sacerdotal São Pio X tem buscado uma reconciliação com a Igreja Católica, após a excomunhão dos quatro bispos ordenados por Lefebvre sem a autorização do Papa João Paulo II. Em 2017, o Papa Francisco concedeu a eles a faculdade de celebrar o sacramento da confissão e, em 2019, reconheceu a validade dos matrimônios celebrados por padres da Fraternidade.

No entanto, as negociações para uma reconciliação plena entre os lefebvrianos e a Igreja Católica ainda não foram concluídas. Em 2020, o Prefeito para a Doutrina da Fé, Cardeal Luis Ladaria, apresentou uma proposta de diálogo que incluía a aceitação do Concílio Vaticano II e do Magistério pós-conciliar por parte dos lefebvrianos.

Em sua carta, Dom Bernard Fellay rejeitou categoricamente essas propostas, afirmando que elas são inaceitáveis ​​e contrárias à fé católica. Ele também expressou preocupação com a possibilidade de que a Fraternidade Sacerdotal São Pio X seja obrigada a aceitar o Concílio Vaticano II e suas consequências, o que, segundo ele, seria uma traição à sua missão de preservar a tradição católica.

A decisão do Superior Geral dos lefebvrianos gerou reações diversas dentro da Igreja Católica. Alguns acreditam que essa postura de resistência é prejudicial para a unidade da Igreja e que os lefebvrianos devem aceitar as decisões do Concílio Vaticano II e se reconciliarem plenamente com a Igreja. Outros, no entanto, defendem a posição dos lefebvrianos e acreditam que eles estão lutando pela preservação da verdadeira fé católica.

Independentemente das opiniões divergentes, é importante lembrar que a Igreja Católica é uma só, e que a unidade é um dos pilares fundamentais da fé cristã. É necessário que haja diálogo e compreensão entre todas as partes envolvidas, buscando sempre a verdade e a vontade de Deus.

Além disso, é importante destacar que a Igreja Católica é uma instituição viva, que está em constante evolução e adaptação às necessidades e desafios do mundo atual. O Concílio Vaticano II foi um momento importante de renovação e atualização da Igreja, e suas decisões devem ser acolhidas e compreendidas à luz da tradição e do Magistério da Igreja.

Por fim, é necessário que todos os católicos, incluindo os lefebvrianos, se unam em oração e empenho pela unidade da Igreja. Que possamos superar as diferen

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