Na última semana, a cidade de Muscat, capital de Omã, foi palco de mais uma rodada de diálogo entre o Irã e as potências mundiais. O objetivo era discutir e tentar chegar a um acordo sobre o controverso programa nuclear iraniano, que tem sido alvo de muita discussão e tensão nos últimos anos.
Este foi o terceiro encontro mediado por Omã, que desde 2013 tem se mostrado um importante ator na tentativa de solucionar o impasse entre o Irã e o Ocidente. E desta vez, mais do que nunca, a expectativa era grande. Afinal, o Irã vem sofrendo com as pesadas sanções impostas pelos Estados Unidos e seus aliados europeus, enquanto Washington pressiona por uma ampliação da pauta.
E foi justamente essa ampliação da pauta que acabou sendo o foco das discussões. Os EUA e seus aliados querem incluir no acordo questões relacionadas ao programa de mísseis balísticos do Irã e sua política regional, enquanto Teerã se recusa a discutir qualquer outro assunto que não esteja diretamente ligado ao programa nuclear.
Apesar das divergências, os mediadores conseguiram manter um clima de diálogo e respeito entre as partes. O ministro do Exterior do Irã, Mohammad Javad Zarif, afirmou que a rodada de negociações foi construtiva e que as preocupações do Irã foram ouvidas. Já o ministro das Relações Exteriores de Omã, Yusuf bin Alawi, reiterou o compromisso do país em promover a paz e a estabilidade na região.
No entanto, a pressão dos EUA para ampliar a pauta e o histórico de desconfiança entre as partes ainda são obstáculos para que um acordo seja alcançado. Enquanto Teerã cobra o fim das sanções econômicas que vem prejudicando a população do país, os EUA continuam a insistir em impor mais restrições ao Irã.
Diante de tais impasses, é importante lembrar que o diálogo é a única forma de se chegar a uma solução pacífica e duradoura. O mundo precisa de mais esforços como os realizados por Omã para que as diferenças possam ser superadas e a estabilidade na região seja restabelecida.
Além disso, é fundamental que os EUA e seus aliados tenham em mente que o programa nuclear iraniano é um direito legítimo do país e que o mesmo é rigorosamente monitorado pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Portanto, qualquer tentativa de impor mais restrições ou interferir na política regional do Irã só irá agravar a situação.
O Irã, por sua vez, precisa mostrar mais flexibilidade e abrir espaço para discussões sobre outras questões importantes. Afinal, o diálogo só pode prosperar quando todas as partes estão dispostas a ceder em alguns pontos para se chegar a um acordo que beneficie a todos.
Enquanto o impasse continua, a população iraniana é a que mais sofre com as consequências das sanções. É preciso que as potências mundiais tenham em mente que as sanções econômicas afetam diretamente a vida e o bem-estar da população, principalmente os mais vulneráveis.
Em resumo, a terceira rodada de diálogo mediada por Omã trouxe alguns avanços, mas ainda há um longo caminho a percorrer para que um acordo seja alcançado. É preciso que todas as partes tenham em mente a importância do diálogo e da cooperação para a resolução de conflitos internacionais. E que as diferenças sejam deixadas de lado em prol de um objetivo maior: a paz e a estabilidade na região.














