A tecnologia têm sido uma ferramenta indispensável para a comunicação e interação entre as pessoas. Com o avanço e popularização das redes sociais, é possível estar em contato com amigos e familiares, compartilhar momentos e opiniões, além de acompanhar as últimas notícias. Mas será que estamos cientes dos efeitos que o seu uso pode ter em nossas vidas?
De acordo com o psiquiatra Pedro Afonso, autor do livro “(Quase) sempre online”, a expressão “viciado em redes sociais” pode ser uma metáfora, mas os efeitos das mídias digitais em nosso sistema nervoso central são reais e preocupantes. O uso excessivo das redes sociais pode levar a uma série de problemas, desde ansiedade e depressão até distúrbios do sono e da atenção.
Segundo o autor, os jovens são os mais vulneráveis a esses efeitos, pois ainda estão em fase de desenvolvimento e possuem maior facilidade em se envolverem com as interações virtuais. Diante disso, ele aconselha que o tempo diário de exposição às redes sociais não ultrapasse as três horas, para evitar possíveis prejuízos à saúde.
O livro de Pedro Afonso também levanta uma importante reflexão: até que ponto somos responsáveis pelo nosso próprio consumo de mídia digital? Com o fácil acesso e o constante incentivo ao uso das redes sociais, muitas vezes não percebemos o quanto estamos expostos e absorvemos conteúdos que podem ser prejudiciais à nossa saúde mental.
O psiquiatra defende que as plataformas digitais devem ser responsabilizadas pelos danos causados pelo consumo excessivo de conteúdo, e que as mesmas devem alertar os usuários sobre os efeitos nocivos de seu uso. Isso porque muitas vezes somos bombardeados por informações e imagens que podem afetar a nossa autoestima, gerar ansiedade e até mesmo causar dependência.
Portanto, é importante que a conscientização sobre o uso saudável das redes sociais seja disseminada. Devemos lembrar que as mídias sociais são apenas uma parte da nossa vida, e não devem ser o centro dela. É necessário equilibrar o tempo gasto nas redes com outras atividades, como momentos offline de desconexão, prática de exercícios físicos e leitura de livros.
Além disso, é fundamental que os pais e educadores estejam atentos ao uso das redes sociais pelos jovens, orientando e supervisionando-os, além de incentivar outras formas de lazer e socialização. Ainda, é importante que as próprias redes sociais criem mecanismos para limitar o tempo de uso e disponibilizem ferramentas para o controle do conteúdo consumido.
Em resumo, as redes sociais são uma ferramenta poderosa e devem ser utilizadas com responsabilidade. É preciso compreender que o excesso pode trazer consequências negativas para a nossa saúde, e que cabe a nós mesmos o equilíbrio e o controle do tempo gasto nas mídias digitais. Ao mesmo tempo, é fundamental que as plataformas sejam ativas em educar e proteger os usuários, promovendo uma relação mais saudável e consciente com a tecnologia.















