A Arquidiocese de Braga está promovendo uma série de iniciativas especiais para celebrar o Jubileu dos Reclusos durante todo o mês de dezembro. O objetivo é levar esperança e fé aos detentos, além de promover a sua integração na sociedade.
Este ano, uma das ações mais simbólicas é a inauguração do Presépio de Priscos, uma obra construída com a colaboração de detentos de Braga e Guimarães. Através desta iniciativa, a Arquidiocese pretende dar visibilidade ao talento e à criatividade dos detentos, mostrando que eles também têm muito a contribuir para a sociedade.
O Presépio de Priscos é uma tradição secular em Braga, onde uma comunidade monástica é responsável por sua construção todos os anos. No entanto, este ano, em um gesto de solidariedade e inclusão, a Arquidiocese decidiu envolver os reclusos no projeto. O presépio será montado na igreja do Mosteiro de São Martinho de Tibães, a partir do dia 08 de dezembro.
A iniciativa contou com a participação de cerca de 20 detentos, que se dedicaram por meses à construção das figuras, utilizando materiais recicláveis e de baixo custo. O resultado final é um presépio que impressiona pela sua beleza e simplicidade, mas, acima de tudo, pelo significado de união e esperança que carrega.
Além do Presépio de Priscos, a Arquidiocese de Braga preparou uma programação especial para os detentos durante todo o mês de dezembro. Estão previstas visitas de sacerdotes, sessões de oração e reflexão, além de momentos de lazer com atividades esportivas e culturais.
Um dos destaques da programação é a realização de uma missa especial, no dia 25 de dezembro, na prisão de Braga. A celebração será presidida pelo Arcebispo de Braga, Dom Jorge Ortiga, e contará com a presença dos detentos e seus familiares. É uma oportunidade ímpar para que os reclusos possam vivenciar a fé e a esperança, mesmo em um ambiente tão difícil.
O Jubileu dos Reclusos é um momento significativo para que a sociedade reflita sobre a situação dos detentos e sobre a importância de se promover a sua reinserção social. Através de iniciativas como o Presépio de Priscos, a Arquidiocese de Braga não só leva a mensagem de Deus aos detentos, mas também abre caminhos para uma sociedade mais justa e acolhedora.
A participação dos detentos na construção do presépio também é um importante passo para a sua recuperação e ressocialização. Através do trabalho e da criatividade, os detentos puderam expressar seus talentos e habilidades, e, mais do que isso, sentirem-se parte de uma comunidade.
Além disso, a iniciativa também promove a conscientização sobre a importância da reciclagem e do cuidado com o meio ambiente. Com materiais simples e de baixo custo, os reclusos mostraram que é possível criar algo bonito e significativo, utilizando a criatividade e o reaproveitamento de materiais.
O Presépio de Priscos é, portanto, um exemplo de inclusão, solidariedade e esperança. Uma obra construída com amor e dedicação, que carrega consigo uma importante mensagem de fé e renovação para todos nós.
Que esta iniciativa da Arquidiocese de Braga possa servir como inspiração para outras ações que promovam a inclusão e a valorização dos detentos. Que possamos aprender com o exemplo dos reclusos e reconhecer que todos têm o potencial de contribuir














