Medida vem após três reduções seguidas no ano passado, em setembro, outubro e dezembro
No ano passado, o Brasil enfrentou uma série de desafios econômicos, incluindo uma recessão prolongada e uma inflação alta. No entanto, o país mostrou resiliência e determinação para superar esses obstáculos e, graças a medidas eficazes do governo, começamos a ver sinais de recuperação. Uma dessas medidas é a redução da taxa básica de juros, a Selic, que vem sendo implementada desde setembro do ano passado.
A Selic é a taxa de juros utilizada pelo Banco Central para controlar a inflação e estimular o crescimento econômico. Quando a Selic é reduzida, os juros cobrados pelos bancos também diminuem, o que incentiva o consumo e o investimento. Por outro lado, quando a Selic é aumentada, os juros sobem e o crédito fica mais caro, o que pode desacelerar a economia.
Em setembro de 2019, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu reduzir a Selic de 6% para 5,5% ao ano, o menor patamar da história. Essa foi a primeira redução após 16 meses de estabilidade na taxa. Em outubro, a Selic foi reduzida novamente, para 5% ao ano, e em dezembro, para 4,5%. Essas três reduções seguidas foram uma surpresa positiva para o mercado e para a população, que vinha sofrendo com os altos juros e a inflação.
A decisão do Copom foi baseada em indicadores econômicos positivos, como a queda da inflação e a melhora nas expectativas do mercado. Além disso, a reforma da Previdência, aprovada em outubro, trouxe mais confiança para os investidores e contribuiu para a redução da Selic. Com uma previsão de economia de R$800 bilhões em 10 anos, a reforma é considerada fundamental para o equilíbrio das contas públicas e para a retomada do crescimento econômico.
Os efeitos da redução da Selic já podem ser sentidos na economia. A inflação, que chegou a ultrapassar o teto da meta em 2019, fechou o ano em 4,31%, dentro da meta estabelecida pelo governo. Além disso, a taxa de juros para empréstimos e financiamentos também vem caindo, o que estimula o consumo e o investimento das empresas. Com mais crédito disponível e juros menores, a tendência é que a economia se aqueça e gere mais empregos.
Outro fator importante é que a redução da Selic também beneficia as contas públicas. Com juros menores, o governo gasta menos com o pagamento da dívida pública, o que pode resultar em mais recursos para investimentos em áreas como saúde, educação e infraestrutura. Além disso, a queda da Selic pode atrair mais investimentos estrangeiros para o país, o que contribui para o crescimento econômico e a geração de empregos.
É importante ressaltar que a redução da Selic é uma medida que deve ser acompanhada de perto pelo Banco Central. Se a inflação voltar a subir, o Copom pode optar por aumentar a taxa novamente. Por isso, é fundamental que o governo continue adotando medidas responsáveis para manter a estabilidade econômica e fiscal.
Em resumo, a redução da Selic em 2019 foi uma medida acertada do governo, que vem contribuindo para a recuperação da economia brasileira. Com juros menores, a inflação controlada e a aprovação de reformas importantes, o país está no caminho certo para retomar o crescimento e















