No dia 4 de fevereiro de 2019, o Papa Francisco e o Grande Imã de Al-Azhar, Ahmed el-Tayeb, assinaram em Abu Dhabi a histórica Declaração sobre a Fraternidade Humana. Este documento inédito e profético pede a união de todos os povos e a promoção da paz e da harmonia entre as religiões.
Neste ano, em 4 de fevereiro de 2021, celebramos o sétimo aniversário da assinatura da Declaração, um marco importante e um lembrete de que a fraternidade e a paz são mais necessárias do que nunca. A Terra Santa, local sagrado para as três principais religiões monoteístas, tem sido palco de conflitos e tensões há décadas. Por isso, o patriarca latino de Jerusalém, Dom Pierbattista Pizzaballa, chama atenção para a importância de se testemunhar a paz e a justiça nesta região.
Dom Pizzaballa destaca que a Declaração sobre a Fraternidade Humana é um apelo à responsabilidade de todos, especialmente dos líderes religiosos, na construção de um mundo mais justo e pacífico. Ele ressalta que a Terra Santa é um lugar onde a fraternidade entre os povos é essencial e onde a paz deve ser promovida com coragem e determinação.
O patriarca lembra que, em um contexto de conflitos e violência, é preciso ter a coragem de testemunhar a paz e a justiça. E isso só é possível com a união de todos, independentemente de suas crenças religiosas e origens culturais. A Declaração sobre a Fraternidade Humana nos chama a sermos irmãos e irmãs uns dos outros, a nos respeitarmos e a trabalharmos juntos pela paz e pela justiça.
Neste sentido, a Declaração também é um convite à solidariedade. Em um mundo cada vez mais individualista, é preciso lembrar que somos todos parte de uma mesma família humana, e que a fraternidade nos chama a cuidarmos uns dos outros. A solidariedade é a chave para superar as diferenças e construir pontes de diálogo e cooperação.
Dom Pizzaballa também enfatiza a importância da educação para a promoção da fraternidade e da paz. A Declaração sobre a Fraternidade Humana destaca a importância de se educar as novas gerações para o respeito e a convivência pacífica entre as diferentes religiões e culturas. É preciso ensinar desde cedo o valor da fraternidade e a importância de se construir uma sociedade mais justa e solidária.
Por fim, o patriarca latino de Jerusalém ressalta que a Declaração sobre a Fraternidade Humana é um marco histórico e um chamado urgente para que todos nós nos engajemos na construção de um mundo melhor. É preciso superar as diferenças e trabalhar juntos em prol da paz, da justiça e da fraternidade. Que este sétimo aniversário da assinatura da Declaração seja um lembrete de que é possível construir um futuro de paz e harmonia, e que cabe a cada um de nós sermos agentes de transformação em nossas comunidades e no mundo.















