A tragédia causada pela depressão Kristin ainda é uma realidade presente na região de Leiria-Fátima, deixando marcas profundas e incertezas sobre a dimensão total dos danos causados. Enquanto a população tenta se recuperar dos efeitos do mau tempo, a presidente da Cáritas Diocesana de Leiria-Fátima, Ana Monteiro Mota, é convidada da Renascença e da Agência Ecclesia para falar sobre a situação atual e as ações de ajuda e solidariedade que estão sendo realizadas.
A depressão Kristin atingiu a região de Leiria-Fátima no final de outubro, trazendo fortes chuvas e ventos que causaram inundações, deslizamentos de terra e quedas de árvores. A região foi a mais afetada no país, com várias localidades ficando isoladas e muitas famílias perdendo suas casas e pertences. Além disso, a tragédia também deixou um saldo de 15 mortos e vários feridos.
Diante dessa situação, a Cáritas Diocesana de Leiria-Fátima, em parceria com outras entidades e voluntários, tem se mobilizado para prestar auxílio às vítimas e suas famílias. Ana Monteiro Mota destaca que a solidariedade tem sido fundamental nesse momento difícil: “A resposta da comunidade tem sido incrível, com muitas doações de alimentos, roupas e materiais de limpeza. Além disso, muitas pessoas estão se voluntariando para ajudar na limpeza e reconstrução das áreas afetadas”.
A presidente da Cáritas também ressalta a importância da união entre as diferentes entidades e instituições para enfrentar a tragédia: “Estamos trabalhando em conjunto com a Proteção Civil, as autarquias locais, as paróquias e outras organizações para garantir que a ajuda chegue a todos que precisam. É um esforço coletivo que tem sido fundamental para minimizar os impactos dessa tragédia”.
Além das ações emergenciais, a Cáritas Diocesana de Leiria-Fátima também está se preparando para ajudar na reconstrução das áreas afetadas. Ana Monteiro Mota afirma que a prioridade é garantir que as famílias tenham condições dignas de moradia novamente: “Estamos trabalhando em conjunto com as autoridades locais para identificar as famílias que perderam suas casas e oferecer apoio na reconstrução. Queremos que essas pessoas possam voltar a ter um lar o mais rápido possível”.
Apesar dos esforços e da solidariedade, a presidente da Cáritas reconhece que ainda há muito a ser feito e que a recuperação será um processo longo e árduo: “Ainda há muitas famílias que precisam de ajuda e muitas áreas que precisam ser reconstruídas. Sabemos que será um processo demorado, mas estamos comprometidos em ajudar essas pessoas a se reerguerem”.
Ana Monteiro Mota também destaca a importância de não esquecer as vítimas dessa tragédia e de continuar oferecendo apoio e solidariedade: “É fundamental que a sociedade continue se mobilizando e ajudando essas famílias, mesmo após a mídia deixar de noticiar a tragédia. Essas pessoas precisam de apoio contínuo para se recuperarem e reconstruírem suas vidas”.
Por fim, a presidente da Cáritas Diocesana de Leiria-Fátima deixa uma mensagem de esperança e solidariedade para todos aqueles que foram afetados pela depressão Kristin: “Não estamos sozinhos nessa luta. Juntos, podemos superar essa tragédia e reconstruir o que foi destruí















