No último dia do Festival Correntes d’Escritas, que aconteceu na Póvoa de Varzim, a escritora Dulce Maria Cardoso fez um discurso emocionante e reflexivo sobre a arte e a literatura em tempos de incertezas e conflitos mundiais. Enquanto Israel atacava o Irã, a autora lamentou a “incapacidade” dos criadores e o “circuito fechado” da arte diante da complexidade do mundo em que vivemos.
Dulce Maria Cardoso é uma das mais renomadas escritoras portuguesas da atualidade, com uma vasta obra que reflete sobre a identidade, a memória e as relações humanas. Em seu discurso, ela destacou a importância da arte e da literatura como formas de compreender e lidar com a realidade a nossa volta.
A autora começou por questionar a capacidade dos criadores em acompanhar as mudanças e as complexidades do mundo contemporâneo. Para Dulce Maria Cardoso, a arte e a literatura devem ser capazes de refletir sobre os desafios e as questões que nos rodeiam, mas muitas vezes os criadores se mantêm presos em um “circuito fechado” e não conseguem se conectar com a realidade.
Em um momento em que o mundo enfrenta tantos conflitos e incertezas, a escritora destacou a importância de se abrir para novas perspectivas e olhares. Ela afirmou que a arte e a literatura precisam ser capazes de ir além das próprias fronteiras e abraçar a diversidade e a complexidade do mundo atual.
Ao falar sobre o ataque de Israel ao Irã, Dulce Maria Cardoso fez uma reflexão profunda sobre o papel da literatura em tempos de guerra e conflitos. Para ela, a literatura tem a capacidade de nos fazer entender o outro, de nos colocar no lugar do outro e de nos fazer refletir sobre a humanidade e a empatia.
A autora também destacou a importância da literatura em tempos de censura e opressão. Para ela, a arte e a literatura são formas de resistência e de luta contra a intolerância e a violência. Em um momento em que vemos tantos ataques à liberdade de expressão e à diversidade, Dulce Maria Cardoso reforça a importância de se manter firme na defesa da arte e da literatura como formas de resistência e de transformação social.
No Festival Correntes d’Escritas, que já está em sua 21ª edição, a literatura é celebrada em sua diversidade e pluralidade. O evento reúne escritores de diferentes países e culturas, proporcionando um intercâmbio de ideias e experiências enriquecedor. E é justamente por meio dessa troca que a arte e a literatura podem cumprir seu papel de abrir horizontes e ampliar nossos olhares para o mundo.
Em seu discurso, Dulce Maria Cardoso também fez um apelo aos criadores para que não se fechem em seus próprios universos, mas que se abram para o mundo e para as questões que nos cercam. Para ela, é preciso sair da zona de conforto e se arriscar em novas perspectivas e abordagens.
Por fim, a escritora reforçou a importância da arte e da literatura como formas de resistência e de reflexão em tempos tão conturbados. Ela nos lembra que, apesar de todas as adversidades e complexidades, a literatura tem o poder de nos conectar com o outro e de nos fazer enxergar a humanidade em sua essência.
Dulce Maria Cardoso encerrou seu discurso com uma mensagem de esperança e de resistência, lembrando que, mesmo em meio à “complicação do mundo”, é preciso continuar criando e compartilhando histórias, pois é por meio delas















