Os Estados Unidos expressaram sua preocupação com a decisão de Cuba de revogar a liberdade condicional de duas figuras proeminentes da oposição, que haviam sido libertadas como parte de um acordo negociado pelo ex-presidente Joe Biden.
A notícia foi divulgada hoje pelo porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, que afirmou que a atitude de Cuba é uma clara violação dos direitos humanos e das liberdades políticas fundamentais. Além disso, o porta-voz ressaltou que a decisão é um passo para trás nas relações entre os dois países e vai contra o espírito de diálogo e cooperação que foi estabelecido durante as negociações entre Biden e o governo cubano.
As duas figuras em questão são José Daniel Ferrer, líder do Movimento Patriótico Cubano, e Felix Navarro, do Movimento Alternativa Republicana. Ambos são conhecidos por suas longas lutas pela democracia e liberdade em Cuba, e foram presos em 2019 por suas atividades políticas.
O acordo de liberdade condicional foi negociado por Biden no início de seu mandato, com o objetivo de promover a reconciliação e o diálogo entre os dois países. No entanto, a revogação da liberdade condicional de Ferrer e Navarro é um sinal preocupante de que o governo cubano não está comprometido em avançar em direção a uma maior abertura política e respeito pelos direitos humanos.
Além disso, os EUA também expressaram preocupação com a prisão de outras figuras da oposição e ativistas políticos em Cuba, bem como a perseguição e intimidação de jornalistas e defensores dos direitos humanos. O governo americano reforçou seu compromisso em defender os direitos e liberdades do povo cubano e pediu às autoridades cubanas que respeitem a liberdade de expressão e a liberdade de associação.
A revogação da liberdade condicional de Ferrer e Navarro também foi condenada por organizações de direitos humanos internacionais, que pediram a libertação imediata de todos os presos políticos em Cuba e o fim da repressão contra ativistas e dissidentes.
A situação em Cuba é complexa e há muito tempo tem sido alvo de críticas internacionais por suas violações aos direitos humanos e à democracia. No entanto, a decisão do governo cubano de revogar a liberdade condicional de líderes da oposição que haviam sido libertados como parte de um acordo de reconciliação é um sinal preocupante de que as coisas podem estar regredindo na ilha.
O ex-presidente Biden, durante sua campanha eleitoral, prometeu uma política mais aberta em relação a Cuba, com o objetivo de promover as liberdades individuais e os direitos humanos na ilha. No entanto, a revogação da liberdade condicional de Ferrer e Navarro mostra que ainda há um longo caminho a percorrer para alcançar esses objetivos.
Em vez de reagir com raiva ou retaliação, os EUA continuam comprometidos em trabalhar com Cuba em questões de interesse mútuo, como o combate à pandemia de Covid-19 e a colaboração em questões ambientais e econômicas. No entanto, é importante que o governo cubano compreenda a gravidade da situação e tome medidas concretas para respeitar os direitos fundamentais de seu povo.
O povo cubano merece um futuro de liberdade e democracia, e os Estados Unidos estão prontos para apoiar esse processo. É hora do governo cubano mostrar seu comprometimento com a paz, a liberdade e os direitos humanos, respeitando a oposição e permitindo que a sociedade civil exerça seus direitos














