O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, anunciou na terça-feira (13) que tenciona assinar uma carta de intenções para o seu país integrar o acordo econômico e comercial conhecido como Novas Rotas da Seda, durante sua visita à China na próxima semana. Essa decisão representa um marco importante nas relações entre a Colômbia e a China, abrindo novas oportunidades para o desenvolvimento econômico e a cooperação entre os dois países.
O acordo Novas Rotas da Seda, também conhecido como Iniciativa do Cinturão e Rota, foi proposto pelo presidente chinês Xi Jinping em 2013, com o objetivo de promover a conectividade e a cooperação entre os países da Ásia, Europa e África através de investimentos em infraestrutura e comércio. Atualmente, mais de 130 países já aderiram à iniciativa, incluindo Brasil, Argentina e Chile na América do Sul.
Ao anunciar sua intenção de integrar o acordo, o presidente Petro destacou a importância dessa iniciativa para o desenvolvimento econômico da Colômbia. Segundo ele, a participação no acordo permitirá ao país ampliar suas relações comerciais com a China e outros países envolvidos, além de atrair investimentos estrangeiros e impulsionar o crescimento econômico.
A China é atualmente o segundo maior parceiro comercial da Colômbia, atrás apenas dos Estados Unidos. O comércio entre os dois países atingiu cerca de US$ 14 bilhões em 2020, com um aumento de 4% em relação ao ano anterior, apesar dos impactos da pandemia de Covid-19. Com a adesão ao acordo Novas Rotas da Seda, espera-se que esse número aumente significativamente.
Além da cooperação econômica, a integração ao acordo também trará benefícios para a Colômbia em outras áreas, como a infraestrutura. A China é conhecida por sua expertise em construção de grandes projetos de infraestrutura, como ferrovias, portos e rodovias, e a participação no acordo pode trazer investimentos e tecnologia chinesa para o país, impulsionando o desenvolvimento de suas estruturas de transporte e logística.
Outro setor que pode se beneficiar com a adesão ao acordo é o de energia. A Colômbia é um país rico em recursos naturais, como petróleo e gás, e a China é o maior consumidor desses recursos no mundo. Com a participação no acordo, a Colômbia poderá ampliar suas exportações de energia para a China, gerando mais receitas e empregos no setor.
Além disso, a integração ao acordo Novas Rotas da Seda também pode fortalecer a cooperação entre a Colômbia e a China em outras áreas, como a cultura e a educação. A troca de conhecimentos e experiências pode enriquecer ambos os países e promover um maior entendimento entre as duas nações.
Os benefícios da adesão da Colômbia ao acordo Novas Rotas da Seda são inúmeros e demonstram a importância dessa iniciativa para o desenvolvimento não apenas do país, mas de toda a região da América Latina. Com a integração ao acordo, a Colômbia se junta a outros países latino-americanos que já estão se beneficiando das oportunidades oferecidas pela China e pela Iniciativa do Cinturão e Rota.
A visita do presidente Gustavo Petro à China na próxima semana será uma oportunidade para fortalecer ainda mais as relações entre os dois países e estabelecer as bases para uma cooperação ainda mais profunda no futuro. A adesão ao acordo Novas Rotas da Seda é um passo importante nesse sentido e demonstra o compromisso da Colômbia em buscar novas oportunidades de crescimento e desenvolvimento.
Com a integração ao acordo, a Colômbia se posiciona














