O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou nesta quinta-feira (24) críticas indiretas ao governo chinês, ao comentar sobre a próxima rodada de negociações bilaterais que deve iniciar neste sábado (26) em Lausanne, na Suíça.
Em uma entrevista coletiva na Casa Branca, Trump expressou seu otimismo em relação às negociações com a China, afirmando que “vamos fazer um grande acordo com a China e ele será justo para ambas as partes”. No entanto, ele também deixou claro que espera que Pequim mude suas práticas comerciais desleais, que prejudicam a economia americana.
O presidente americano destacou que a China tem se aproveitado dos Estados Unidos há muitos anos, com práticas comerciais desleais, como o roubo de propriedade intelectual e barreiras comerciais, que dificultam a entrada de produtos americanos no mercado chinês. Trump também ressaltou que a economia americana vem crescendo a um ritmo forte, enquanto a China enfrenta uma desaceleração em seu crescimento, o que lhe dá uma posição de negociação mais forte.
Essas críticas indiretas ao governo chinês são mais um capítulo da intensa disputa comercial entre as duas maiores economias do mundo, que já dura mais de um ano. Em julho do ano passado, Trump impôs tarifas a produtos chineses em uma tentativa de reduzir o déficit comercial entre os países e forçar a China a mudar suas práticas comerciais.
Desde então, as duas nações impuseram várias rodadas de tarifas umas às outras, causando incertezas e volatilidade nos mercados globais. No entanto, as tensões têm diminuído nas últimas semanas, após uma trégua temporária entre os líderes dos dois países na reunião do G20 em Osaka, no Japão, em junho.
A próxima rodada de negociações em Lausanne, que será liderada pelo representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, e pelo vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, tem sido vista como uma oportunidade para as duas nações chegarem a um acordo e acabarem com a disputa comercial.
Enquanto Trump espera que a China mude suas práticas comerciais, ele também destacou que as negociações com a China vão além do comércio. O presidente americano mencionou a questão da segurança nacional, sugerindo que a China pode ser uma ameaça aos interesses dos Estados Unidos em outros setores, como tecnologia e defesa.
No entanto, apesar das críticas, Trump também deixou claro que as negociações com a China são de extrema importância e que ele tem uma boa relação com o presidente chinês, Xi Jinping. Ele enfatizou que ambos os líderes têm um grande respeito um pelo outro e que estão trabalhando juntos para alcançar um acordo comercial que beneficie os dois países.
A posição de Trump em relação à China tem sido bastante dura desde o início de seu mandato, mas o presidente americano acredita que as negociações em curso podem ser a chave para resolver as disputas comerciais entre os dois países. Ele também destacou que o acordo com a China será um grande impulso para a economia americana e para os trabalhadores americanos.
Enquanto as negociações continuam, os olhos do mundo estão focados em Lausanne, na esperança de que as duas maiores economias do mundo possam chegar a um acordo que beneficie ambos os lados. Apesar das críticas indiretas ao governo chinês, Trump deixou claro que está comprometido em trabalhar com a China para alcançar um acordo justo e equilibrado, que traga benefícios para os Estados Unidos e para o mundo como um todo.
É importante ressaltar que a disputa comercial entre os Estados Unidos














