No dia 6 de julho, a administração da Casa Branca anunciou que as universidades americanas que ofereciam ensino apenas online devido à pandemia do COVID-19 não poderiam mais receber estudantes estrangeiros. Essa decisão foi duramente criticada por diversas instituições de ensino, que alegam que isso prejudicaria milhares de alunos e ameaçaria a diversidade cultural e acadêmica nas universidades do país.
A Universidade de Harvard, uma das mais prestigiadas instituições de ensino do mundo, foi uma das primeiras a se manifestar contra a decisão. Em uma carta aberta, o presidente da universidade, Lawrence Bacow, afirmou que a medida “coloca em risco a saúde e a educação de seus estudantes internacionais e prejudica o espírito de solidariedade e cooperação global”.
A decisão da Casa Branca é vista como uma forma de pressionar as universidades a reabrirem suas atividades presenciais no próximo semestre, mesmo em meio ao aumento de casos de COVID-19 no país. Em uma entrevista coletiva, o presidente Donald Trump chegou a mencionar Harvard especificamente, questionando o fato de a universidade receber bilhões de dólares em doações e ainda assim recusar-se a reabrir suas instalações.
Essa não é a primeira vez que a administração Trump toma medidas para restringir a entrada de estudantes estrangeiros nos Estados Unidos. Em junho, o presidente suspendeu a emissão de vistos para estudantes de países que são considerados “áreas de alto risco” para o coronavírus, incluindo Brasil, China e Índia.
Porém, a decisão de suspender a autorização da Universidade de receber estudantes estrangeiros foi vista como ainda mais arbitrária e prejudicial para a comunidade acadêmica. Muitos estudantes internacionais que estudam em Harvard, por exemplo, tiveram que sair dos Estados Unidos para retornar aos seus países de origem quando a pandemia começou. Com a proibição de ingressar de volta nos EUA, eles terão que continuar acompanhando as aulas de forma remota, o que pode comprometer a qualidade do ensino e a experiência acadêmica.
Além disso, muitos estudantes estrangeiros dependem de bolsas de estudo para financiar seus estudos em universidades americanas. Com a proibição, eles terão que encontrar uma forma de custear seus estudos em meio à crise econômica global causada pela pandemia.
A decisão da Casa Branca também pode afetar as universidades em si. Muitas instituições de ensino dependem da presença de estudantes internacionais para manter suas finanças em dia. Sem a matrícula desses alunos, as universidades podem perder milhões de dólares em receitas, o que pode impactar na qualidade e oferta de programas acadêmicos.
Por outro lado, a suspensão da autorização também é vista como uma forma de proteger os americanos de possíveis contágios. Com a chegada de estudantes estrangeiros, existe o risco de que novos casos de COVID-19 sejam trazidos ao país. Porém, muitos questionam essa argumentação, pois os estudantes internacionais já passam por um rigoroso processo de entrada e testes de saúde antes de serem autorizados a estudar nos EUA.
Diante de toda essa polêmica, a administração da Casa Branca recuou e decidiu revogar a decisão. Em um comunicado, o governo afirmou que “protegerá os estudantes estrangeiros” e que “as universidades devem seguir suas próprias políticas e orientações à medida que respondem à pandemia”. A Universidade de Harvard e outras instituições também processaram o governo para reverter a decisão, o que pode ter influenciado na mudança de postura.
Essa é uma vitória para os estud














