Medida drástica é justificada por motivos de higiene, segurança e ordem pública; alguns muçulmanos consideram impuro acariciar um cão ou entrar em contato com sua saliva.
A relação entre humanos e cães é uma das mais antigas e próximas que existem. Desde os primórdios da humanidade, os cães têm sido considerados companheiros fiéis e leais, além de desempenharem diversos papéis importantes em nossas vidas, como guardiões, guias, terapeutas e até mesmo membros da família. Porém, em algumas culturas e religiões, essa relação pode ser vista de forma diferente.
No Islã, a religião predominante em diversos países do Oriente Médio e Norte da África, os cães são considerados impuros e o contato com eles é desencorajado. Essa crença se baseia em interpretações de textos sagrados que mencionam a impureza dos cães e a necessidade de manter uma higiene rigorosa. Por esse motivo, é comum encontrar muçulmanos que evitam tocar ou acariciar cães, e até mesmo se recusam a entrar em ambientes onde eles estejam presentes.
No entanto, essa postura pode gerar conflitos em sociedades onde os cães são amplamente aceitos e considerados membros da família. Pensando nisso, alguns países com população majoritariamente muçulmana têm tomado medidas drásticas para garantir a segurança e a ordem pública, justificando-as também por motivos de higiene.
Um exemplo disso é a recente proibição de cães em espaços públicos na Malásia. O país, que tem a maior população muçulmana do Sudeste Asiático, aprovou uma lei que proíbe a presença de cães em locais públicos, como parques e praças. A justificativa é que os cães podem transmitir doenças e causar desconforto para as pessoas que evitam o contato com eles por motivos religiosos.
Essa medida, no entanto, gerou polêmica e revolta entre os amantes de cães e defensores dos direitos animais. Muitos argumentam que os cães são seres inocentes e não devem ser punidos por crenças religiosas. Além disso, alegam que a proibição é uma violação dos direitos individuais e da liberdade de escolha.
De fato, é importante respeitar as crenças e tradições de cada cultura, mas também é necessário encontrar um equilíbrio entre a liberdade religiosa e os direitos dos animais. Felizmente, existem maneiras de garantir a segurança e a ordem pública sem precisar proibir a presença de cães em locais públicos.
Uma dessas medidas é a conscientização e educação da população sobre a importância da higiene e cuidados com os cães. É possível ensinar às pessoas a forma correta de lidar com os cães para evitar doenças, além de promover a importância da vacinação e cuidados veterinários.
Outra forma é incentivar a convivência pacífica entre pessoas de diferentes religiões e culturas. Um exemplo disso é o projeto “Cão Amigo”, desenvolvido pela ONG World for All na Índia. O projeto promove a interação entre muçulmanos e cães em comunidades onde a religião é predominante e ensina como lidar com os cães de forma segura e higiênica.
É importante lembrar que, apesar de algumas crenças religiosas, os cães são animais incríveis e podem trazer muitos benefícios para a vida das pessoas. Além de serem ótimos companheiros, estudos comprovam que















