O pão é um alimento básico em muitas culturas ao redor do mundo. É uma parte essencial da nossa dieta diária e, em muitas culturas, é considerado um símbolo de união e partilha. Em Portugal, o pão é um alimento tão importante que recentemente foi concedida a ele a “Indicação Geográfica Protegida” (IGP), um selo que reconhece a sua qualidade e tradição. Este processo demorou sete anos para ser concluído e é um marco importante para a indústria de panificação portuguesa.
A IGP é um sistema de proteção que garante que um produto é produzido, processado e preparado em uma região específica, seguindo métodos tradicionais e utilizando ingredientes locais. Isso garante que o produto final tenha características únicas e de alta qualidade, que estão diretamente ligadas à sua origem geográfica. O processo de obtenção da IGP é rigoroso e requer uma série de etapas a serem cumpridas antes de ser concedida.
No caso do pão português, o processo de obtenção da IGP começou em 2014, quando a Associação Nacional da Indústria de Panificação, Pastelaria e Similares (ANIP) apresentou um pedido ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). O objetivo era proteger o pão tradicional português, que é um produto muito valorizado pelos consumidores e tem uma longa história na culinária portuguesa. O pedido foi apoiado por várias associações e entidades ligadas ao setor de panificação, bem como pelo governo português.
O processo de obtenção da IGP envolveu uma série de etapas, incluindo a definição da área geográfica de produção, a descrição das características do produto e a elaboração de um caderno de especificações. Este caderno de especificações é um documento detalhado que descreve os métodos tradicionais de produção, os ingredientes utilizados e as características sensoriais do pão português. Ele também estabelece as regras que os produtores devem seguir para garantir que o pão seja produzido de acordo com os padrões de qualidade exigidos.
Após sete anos de trabalho árduo, o pão português finalmente recebeu a IGP em janeiro de 2021. Isso significa que, a partir de agora, apenas os pães produzidos de acordo com as especificações estabelecidas no caderno de especificações podem ser rotulados como “pão português” ou “pão tradicional português”. Isso garante que os consumidores possam ter certeza de que estão comprando um produto autêntico e de alta qualidade.
A obtenção da IGP é uma grande conquista para a indústria de panificação portuguesa. Além de garantir a qualidade e a autenticidade do pão português, ela também pode ajudar a impulsionar o setor e aumentar a competitividade dos produtores. Com a IGP, o pão português se torna um produto único e exclusivo, que pode atrair a atenção de consumidores de todo o mundo.
Além disso, a IGP também é benéfica para a economia local. Ao promover o uso de ingredientes locais e métodos tradicionais de produção, ela pode ajudar a preservar a cultura e a tradição da região. Além disso, a obtenção da IGP pode abrir novas oportunidades de negócios para os produtores, como a exportação do pão português para outros países.
A concessão da IGP ao pão português também é uma conquista importante para o país. Isso mostra que Portugal tem produtos de alta qualidade e tradição que merecem ser protegidos e valorizados. Além disso, a IGP pode ajudar a promover o tur















