Anatel e plataformas online firmam pacto contra minicelulares em presídios

Acordo histórico entre Anatel e varejistas digitais
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e as principais plataformas de comércio eletrônico do Brasil estabeleceram um acordo inédito contra a comercialização de minicelulares em presídios. O pacto foi formalizado na última terça-feira (23) e representa um esforço conjunto para frear a distribuição desses aparelhos que comprometem a segurança nas unidades carcerárias e afetam toda a sociedade.
Os minicelulares em presídios configuram um desafio crescente para as autoridades penitenciárias brasileiras. Seu tamanho extremamente diminuto permite que os aparelhos contornem sistemas de vigilância sofisticados, facilitando comunicações ilícitas entre detentos e pessoas do lado de fora das celas. A iniciativa da Anatel busca interromper a cadeia de distribuição desses dispositivos proibidos antes que cheguem aos estabelecimentos prisionais.
Quais plataformas se comprometeram com o acordo
O acordo envolve os principais marketplaces e varejistas brasileiros, incluindo estruturas onde vendedores terceirizados comercializam seus produtos. As seguintes empresas participam da iniciativa:
Amazon, Shopee, Mercado Livre, Casas Bahia, Magalu, Carrefour e Temu integram essa coligação. Cada uma dessas plataformas se compromete a implementar ferramentas de controle mais rigorosas em seus ambientes virtuais, impedindo que vendedores anunciem minicelulares sem as devidas verificações legais.
Tecnologia e inteligência artificial na fiscalização
Para reforçar o controle sobre anúncios de celulares, o acordo prevê que as plataformas desenvolvam tecnologias inovadoras, com destaque para o uso de inteligência artificial. Essas ferramentas terão como objetivo principal verificar se o número de homologação da Anatel corresponde exatamente ao aparelho sendo anunciado online.
O número de homologação funciona como uma espécie de




