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Brasil reage a tarifas dos EUA acionando Lei da Reciprocidade

Brasil reage a tarifas dos EUA acionando Lei da Reciprocidade
Fonte: g1.globo.com/politica/noticia/2026/07/23/brasil-eua-trabalho-forcado-ttarifa.ghtml

Brasil rejeita imposição de tarifas dos EUA

O governo brasileiro manifestou seu repúdio à aplicação da Lei da Reciprocidade e outras medidas comerciais anunciadas pelos Estados Unidos nesta quinta-feira (23). A decisão norte-americana impõe alíquotas de 12,5% sobre importações brasileiras, sob a justificativa de que o país não estaria fiscalizando adequadamente a proibição de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Diante dessa situação, Brasília decidiu acionará imediatamente os instrumentos legais previstos na Lei da Reciprocidade, mecanismo aprovado por unanimidade pelo Congresso Nacional, além de levar a questão ao mecanismo de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC).

O que é a Lei da Reciprocidade

A Lei da Reciprocidade constitui um instrumento legal que autoriza um país a aplicar a outra nação as mesmas medidas, restrições ou tarifas que sofreu. Funciona como um mecanismo de resposta proporcional quando um governo estrangeiro impõe sanções ou barreiras comerciais consideradas unilaterais e injustificadas. Na prática, se um parceiro comercial estabelece restrições consideradas desproporcionais, o Brasil utiliza essa norma para reagir de forma equivalente, adotando restrições similares com o objetivo de reequilibrar as relações comerciais e proteger sua economia nacional.

Crítica à decisão americana

Em comunicado oficial, o governo brasileiro argumentou que, na ausência de fundamentação legal interna que sustente sua política comercial protecionista, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) optou por manipular uma questão fundamental dos direitos humanos e da proteção dos trabalhadores mundialmente para acusar 59 países e a União Europeia de práticas comerciais desleais.

Segundo informações da diplomacia brasileira, não houve da parte dos americanos uma intenção genuína de compreender os mecanismos que o Brasil utiliza para fiscalizar e combater o trabalho forçado. Essa percepção é reforçada pelo reconhecimento histórico que o país recebe da Organização Internacional do Trabalho (OIT) em relação ao combate a essas práticas.

Esclarecimentos prestados durante investigação

Durante o processo de apuração conduzido com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, o Ministério do Trabalho e Emprego brasileiro prestou explicações detalhadas e apresentou extensa documentação sobre a legislação brasileira e atuação das autoridades aduaneiras no combate às importações de bens produzidos mediante trabalho forçado.

O governo reforçou que tipifica como crime não apenas a submissão ao trabalho forçado, mas também jornadas exaustivas, condições degradantes de trabalho e restrição de locomoção. As sanções aplicadas incluem multas severas tanto para empresas quanto para indivíduos, além da manutenção de um cadastro público conhecido como

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