Cézar Mendes lança álbum com Caetano e Chico produzido por Mario Adnet

Cézar Mendes anuncia segundo álbum com grandes nomes da MPB
O compositor e violonista baiano Cézar Mendes prepara o lançamento de seu segundo álbum, previsto para outubro deste ano. A obra, que vem sendo gravada desde o segundo semestre de 2025, marca o retorno do artista aos estúdios após oito anos do seu disco de estreia. O projeto, produzido por Mario Adnet, consolida as parcerias criativas de Mendes e reúne participações de ícones consagrados da música brasileira, incluindo Caetano Veloso e Chico Buarque.
Produção e parceria criativa com Arnaldo Antunes
A proposta central do novo trabalho concentra-se nas colaborações artísticas entre Cézar Mendes e Arnaldo Antunes, parceria que se estende por mais de duas décadas. A dupla já produziu composições memoráveis como "Até o fim" (2009), "O culpado é o cupido" (2023), "Onde é que foi parar meu coração?" (2020) e "Itapuana" (2004), entre outras faixas que demonstram a solidez dessa relação musical.
Participações especiais no novo disco
Caetano Veloso, natural de Santo Amaro da Purificação na Bahia assim como Cézar Mendes, participa de uma regravação da canção "João" (2020), que funciona como tributo ao legado de João Gilberto. O samba original foi composição de Mendes, consolidando a tradição de homenagens que marca a trajetória do artista baiano.
Chico Buarque, por sua vez, contribui com interpretação em um samba inédito, cuja identidade ainda não foi revelada. A presença de ambos os maestros reforça a relevância e o reconhecimento que Cézar Mendes possui no cenário da música popular brasileira contemporânea.
Trajetória composicional e primeiros trabalhos
O primeiro álbum de Cézar Mendes, intitulado "Depois enfim", foi lançado em 2018 e já contava com um elenco impressionante de convidados. Naquele trabalho, colaboraram Adriana Calcanhotto, Arnaldo Antunes, Djavan, Fernanda Montenegro, Marisa Monte, Moreno Veloso e Tom Veloso, além do recorrente Caetano Veloso, evidenciando desde o início o seu trânsito entre grandes nomes da música nacional.
Uma história musical que começa em 1998
A carreira de compositor de Cézar Mendes ganhou projeção em 1998, quando Gal Costa gravou a música "Aquele frevo axé", parceria com Caetano Veloso. A composição foi incluída em um álbum batizado pela própria Gal com o nome dessa faixa, marcando o reconhecimento público de Mendes como um compositor de relevância na tradição da música popular brasileira.
Desde então, seu nome tornou-se sinônimo de trabalhos colaborativos de qualidade. Entre seus parceiros estão nomes consagrados como José Carlos Capinan, Marisa Monte, Tom Veloso e Teresa Cristina, configurando uma rede de relacionamentos artísticos que caracteriza a abordagem criativa de Cézar Mendes.
Repertório colaborativo e evolução artística
Com Arnaldo Antunes especificamente, Cézar Mendes construiu um catálogo diversificado que inclui faixas como "Se for pra mentir" (2011), "Também pede bis" (2018), "Umbigo" (2021) e "João". Essas composições revelam a maturidade artística alcançada pela dupla ao longo dos anos, demonstrando capacidade de renovação temática e musical.
O novo trabalho, portanto, não representa apenas um retorno às atividades de gravação, mas a consolidação de uma trajetória já consolidada na música brasileira. Com Mario Adnet na produção executiva, o álbum promete oferecer uma perspectiva atualizada sobre as parcerias e o universo criativo de Cézar Mendes, mantendo a qualidade e o reconhecimento que caracterizam seus projetos anteriores.
Expectativas para o lançamento de outubro
O lançamento previsto para outubro fechará um ciclo de quatro anos desde o último trabalho registrado de Cézar Mendes. Fans e críticos da MPB aguardam a oportunidade de conhecer o resultado dessa colaboração entre o compositor baiano, seus parceiros habituais e os grandes intérpretes que enriquecerão o projeto com suas vozes e experiências musicais acumuladas.




