Claudette Soares lança álbum inédito aos 91 anos

Claudette Soares celebra 91 anos com novo projeto discográfico
A lendária Claudette Soares completa 91 anos neste sábado, 31 de outubro de 2026, marcando uma data memorável para a carreira da artista carioca. Para celebrar a ocasião, Claudette Soares apresenta ao público seu mais recente trabalho: o álbum 'O mundo é ruim para quem não sabe esperar', que chega às plataformas digitais em 13 de novembro. Este novo projeto representa um marco significativo na trajetória da cantora, consolidando seu compromisso contínuo com a música brasileira.
Um álbum inédito repleto de colaborações estelares
O disco 'O mundo é ruim para quem não sabe esperar' reúne dez faixas completamente inéditas na discografia de Claudette Soares, um diferencial importante em sua carreira que se estende desde 1954. O trabalho foi arquitetado por Marcus Preto em 2023 e contou com um processo de gravação que durou três anos, realizado na cidade de São Paulo sob a direção artística conjunta de Preto e Thiago Big Rabello.
As colaborações presentes no álbum 'O mundo é ruim para quem não sabe esperar' reúnem nomes de destaque da música nacional. Joaquim participa em "Esse escurinho e você", primeira parceria do artista com Roberto Menescal. Maria Gadú empresta sua voz a "Batuque bom", composição de Marcos Valle em parceria com Tim Bernardes. Thalma de Freitas integra a faixa "Viva", outra criação de Marcos Valle desta vez ao lado de Arnaldo Antunes.
Contribuições de grandes nomes da música brasileira
Além das colaborações já mencionadas, o álbum 'O mundo é ruim para quem não sabe esperar' conta com participações relevantes de outros artistas. Thalma de Freitas assina também a composição "O que aconteceu", enquanto Leoni contribui com a canção inédita "A vida é bem maior". Um momento especial do projeto é "Esquecível", uma parceria póstuma entre Joyce Moreno e João Donato, que faleceu em 2023.
A abertura do álbum 'O mundo é ruim para quem não sabe esperar' acontece com "Cheguei no ponto", composição de Ana Costa e Zélia Duncan, de onde foi extraído o título que batiza o projeto. As faixas "Bem feliz", de Zé Manoel e Ronaldo Bastos, e "Natural", de Zé Renato e Nando Reis, completam o repertório diversificado do trabalho.
Uma trajetória de reinvenção e reconhecimento
Claudette Soares iniciou sua carreira no final dos anos 1940, participando de programas de rádio ainda na adolescência. Durante a década de 1950, recebeu o título carinhoso de Princesinha do Baião concedido por Luiz Gonzaga, consolidando-se como uma das vozes importantes da música brasileira. Ao longo das décadas seguintes, a artista transitou com maestria por diversos gêneros, incluindo bossa nova, tropicália, sambalanço, pilantragem, samba-rock e samba-canção, sempre demonstrando domínio rítmico e uma voz afinada.
O novo álbum 'O mundo é ruim para quem não sabe esperar' reflete uma dedicação à carreira que merece maior reconhecimento público. A escolha de trabalhar apenas com composições inéditas marca um ponto de inflexão importante, demonstrando a vitalidade criativa de Claudette Soares mesmo após décadas de atuação profissional.
Detalhes da produção e apresentação visual
A capa do álbum 'O mundo é ruim para quem não sabe esperar' apresenta Claudette Soares em fotografia de Fábio Audi, com um tratamento visual proposital que evoca a estética das antigas capas de LP. Esta escolha não é acidental, pois o projeto foi idealizado por Marcus Preto para futuras edições em formato físico de vinil, representando uma homenagem ao período de ouro dos discos de longa duração.
O lançamento previsto para 13 de novembro marca um momento significativo na história musical brasileira, confirmando que aos 91 anos, Claudette Soares continua contribuindo de forma relevante e inovadora para a música nacional. O álbum 'O mundo é ruim para quem não sabe esperar' promete ser um legado importante, consolidando a importância histórica dessa artista que atravessou gerações e gêneros musicais com elegância e talento indiscutível.




