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EUA intensificam ataques contra Irã com explosões em Bandar Abbas

EUA intensificam ataques contra Irã com explosões em Bandar Abbas
Fonte: g1.globo.com/mundo/noticia/2026/07/20/eua-lancam-novos-ataques-contra-o-ira-explosoes-sao-ouvidas-em-bandar-abbas-e-defesa-aerea-de-usina-nuclear-e-acionada.ghtml

Novos ataques contra o Irã deixam marcas em cidades estratégicas

Os ataques contra o Irã realizados pelos Estados Unidos nesta segunda-feira (20) marcaram mais um episódio de intensificação no conflito entre as duas potências. Segundo informações do Comando Central americano (CENTCOM), a ofensiva tem como objetivo degradar ainda mais as capacidades militares iranianas utilizadas para atacar a navegação comercial no Estreito de Ormuz. As autoridades iranianas confirmaram explosões em locais estratégicos, elevando as tensões na região.

Explosões confirmadas em Bandar Abbas e arredores

A mídia iraniana relatou explosões audíveis em Bandar Abbas, importante porto localizado nas proximidades do Estreito de Ormuz. Conforme divulgado pelas agências locais, os sistemas de defesa antiaérea da usina nuclear de Bushehr, que opera sob supervisão da comunidade internacional, foram imediatamente acionados como resposta aos ataques. A agência Mehr também informou sobre explosões ouvidas em Isfahan, região central do país, embora autoridades locais tenham negado qualquer incidente.

A estratégia dos ataques contra o Irã concentrou-se em infraestrutura militar e civil, com o CENTCOM justificando as operações como medidas defensivas contra ameaças iranianas à navegação internacional no Estreito de Ormuz.

Contexto dos ataques anteriores e retaliação americana

Nos dias anteriores, os militares americanos já haviam assumido autoria de bombardeios contra a usina nuclear de Darkhovin, em fase de construção no sudoeste iraniano, além de ataques a infraestrutura na cidade portuária de Bushehr. Os ataques também atingiram instalações civis, como pontes e usinas de dessalinização, causando danos significativos à população.

O presidente dos EUA, Donald Trump, havia renovado promessas de retaliação após a morte de militares americanos. Conforme comunicado do CENTCOM, dois membros das forças armadas foram mortos e outro desaparecido após ataques iranianos na Jordânia, enquanto aproximadamente 430 combatentes norte-americanos ficaram feridos desde o início do conflito.

Escalada militar e ruptura do acordo de cessar-fogo

A tensão entre Teerã e Washington vem crescendo exponencialmente desde o colapso do acordo de cessar-fogo assinado em junho. O líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, denunciou nas redes sociais que os Estados Unidos voltaram a descumprir os compromissos assumidos durante as negociações de paz na região do Oriente Médio.

Em sua declaração, Khamenei afirmou que a assinatura de um presidente americano "não tem valor nem credibilidade", criticando repetidamente as violações dos termos acordados. Teerã anunciou oficialmente neste sábado a suspensão dos compromissos assumidos pelos termos do cessar-fogo, marcando um ponto de inflexão nas negociações diplomáticas.

Sétima noite consecutiva de operações militares

O CENTCOM informou que realizou, pela sétima noite consecutiva, ataques contra o Irã direcionados contra instalações de vigilância, infraestrutura logística militar, depósitos subterrâneos de armas e capacidades marítimas. Segundo a mídia estatal iraniana, bombardeios americanos atingiram usinas elétricas e instalações de dessalinização na província de Hormozgan, no sul do país.

A agência IRNA relatou que uma usina de dessalinização foi completamente destruída, cortando o abastecimento de água para aproximadamente 10 mil pessoas. Outra instalação foi danificada na estratégica ilha de Qeshm, localizada no Estreito de Ormuz, agravando a crise humanitária na região.

Consequências do ataque à base americana na Jordânia

O incidente que desencadeou a atual escalada ocorreu quando a Guarda Revolucionária iraniana atacou a base militar americana de Al Azraq, na Jordânia, com mísseis balísticos e drones. Conforme o jornal "The New York Times", o ataque danificou vários helicópteros das Forças Armadas dos EUA, incluindo os modelos de combate Black Hawks.

Segundo comunicado do CENTCOM, dois membros das forças armadas dos EUA foram mortos em ação durante a defesa contra os ataques iranianos. Um terceiro membro permanecia desaparecido em ação. Quatro militares foram levados a hospitais jordanianos e posteriormente liberados, enquanto outros que sofreram ferimentos leves retornaram ao serviço.

Perspectivas de desescalada ainda incertas

As perspectivas de encerramento do conflito permanecem obscuras. O compromisso diplomático entre os dois países se encontra em colapso total, com ambas as partes descumprindo acordos estabelecidos. O líder supremo iraniano reiterou que Washington pagaria por suas ações, enquanto as autoridades americanas continuam justificando as operações como resposta necessária às ameaças iranianas.

Os ataques contra o Irã devem continuar enquanto as negociações diplomáticas não avançarem. A comunidade internacional permanece atenta aos desenvolvimentos na região, preocupada com a possibilidade de uma escalada maior do conflito que poderia afetar toda a estabilidade do Oriente Médio e as rotas comerciais internacionais.

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