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EUA intensificam ataques no Irã após morte de militares americanos

EUA intensificam ataques no Irã após morte de militares americanos
Fonte: g1.globo.com/mundo/noticia/2026/07/19/eua-anunciam-nova-onda-de-ataques-contra-o-ira-apos-morte-de-militares.ghtml

Ofensiva dos EUA contra capacidades militares iranianas

O Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (Centcom) anunciou na noite de domingo uma nova sequência de ataques EUA Irã como resposta direta à morte de três soldados americanos nos últimos dias. A operação, que marca o nono dia consecutivo de bombardeios, tem como alvo específico a estrutura militar iraniana envolvida em operações contra navios comerciais e embarcações civis que cruzam o Estreito de Ormuz.

Conforme comunicado oficial do Centcom, a campanha prossegue com o objetivo central de "degradar as capacidades militares iranianas utilizadas em ataques contra embarcações comerciais e marítimos civis que transitam pelo Estreito de Ormuz". A declaração evidencia que os ataques EUA Irã continuarão operacionais enquanto persistirem as ameaças às rotas comerciais internacionais.

Morte de militares americanos e envio de reforços

Dois militares americanos mortos foram confirmados em um ataque iraniano contra a base dos EUA localizada na Jordânia, conforme anúncio do Centcom no sábado. Os militares pereceram na sexta-feira durante confronto direto, sendo um deles considerado desaparecido em ação. Um terceiro militar faleceu no norte do Iraque após detonação controlada de uma munição não identificada anteriormente, originária de um "drone iraniano de ataque unidirecional abatido".

Conforme reportado pelo jornal The New York Times, Washington iniciou o processo de transferência de novos aviões de combate para o Oriente Médio, indicando possível intensificação do conflito nos próximos períodos. Um segundo militar também sofreu ferimento leve e continua sob tratamento médico adequado. O Centcom mantém sigilo quanto aos nomes dos soldados envolvidos.

Descoberta de restos mortais e declarações presidenciais

Investigações minuciosas realizadas no domingo identificaram restos mortais não identificados nas áreas afetadas pelos ataques na Jordânia. Exames de identificação encontram-se em andamento para determinar a identidade das vítimas. O presidente Donald Trump expressou consternação quanto aos ocorridos, afirmando em entrevista à NewsNana: "Muito triste. Odiamos ver isso acontecer. É em serviço ao nosso país".

Escalada militar contínua e quebra do cessar-fogo

Teerã e Washington envolvem-se em progressiva escalada militar iraniana desde o colapso do acordo de cessar-fogo assinado entre ambas as nações em junho. O aiatolá Mojtaba Khamenei, líder supremo iraniano, divulgou comunicado nas redes sociais no sábado acusando os Estados Unidos de descumprirem sistematicamente as obrigações assumidas no pacto de paz e alegando que a assinatura presidencial americana "não tem valor nem credibilidade".

Em resposta, Teerã anunciou oficialmente no sábado a suspensão de seus compromissos conforme os termos do cessar-fogo de junho. O líder iraniano afirmou que "a repetida violação dos compromissos do Grande Satã em relação ao acordo, mais uma vez, revelou a verdade: a assinatura do presidente dos Estados Unidos tem tão pouco valor e credibilidade quanto as palavras e a conduta enganosas, traiçoeiras e brutais do regime americano".

Operações contínuas e infraestrutura danificada

O Centcom reportou execução de operações militares pela sétima noite consecutiva, tendo como objetivos instalações de vigilância, infraestrutura logística militar, depósitos subterrâneos de armas e capacidades marítimas iranianas. Segundo informações da mídia estatal iraniana, bombardeios americanos atingiram usinas de geração elétrica e instalações de dessalinização localizadas na província de Hormozgan, região meridional do país.

A agência de notícias IRNA confirmou que uma instalação de dessalinização foi completamente destruída, comprometendo o abastecimento de água para aproximadamente dez mil pessoas na região. Uma segunda unidade sofreu danos significativos na estratégica ilha de Qeshm, posicionada no Estreito de Ormuz.

Represálias iranianas e impacto regional

Em contrapartida aos bombardeios americanos, o Irã lançou novos ataques direcionados aos aliados de Washington na região do Golfo durante o sábado. O Kuwait tornou-se alvo de operações contínuas, com uma usina de dessalinização atingida e as operações do Aeroporto Internacional do Kuwait suspensas devido às ameaças recorrentes de mísseis e drones.

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou ter atacado o Campo Arifjan, descrito como centro de apoio militar dos EUA, e destruído uma instalação de radar na Base Aérea de Ali Al Salem, ambas localizadas no Kuwait. Imagens divulgadas nas redes sociais em 18 de julho demonstraram densa coluna de fumaça negra e chamas sobre a cidade de Mangaf, ao sul da Cidade do Kuwait.

Balanço de vítimas desde início do conflito

Desde o início das hostilidades, dezesseis militares das Forças Armadas americanas foram mortos em ação, enquanto mais de quatrocentos e trinta sofreram ferimentos de variados graus de severidade. O comunicado do Centcom especifica que "em 17 de julho, dois membros das forças armadas dos EUA na Jordânia foram mortos em ação enquanto o Comando Central dos EUA e forças parceiras se defendiam contra ataques com mísseis balísticos iranianos e drones. Além disso, um membro das forças armadas está atualmente desaparecido em ação".

Quatro soldados americanos foram transferidos para hospitais na Jordânia e posteriormentereceberam alta hospitalar. Adicionalmente, outros militares avaliados por ferimentos leves retornaram às suas atividades operacionais regulares, demonstrando a capacidade de manutenção das operações apesar das perdas sofridas.

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