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Flávio Bolsonaro emitiu faturas de R$ 500 mil

Flávio Bolsonaro emitiu faturas de R$ 500 mil
Fonte: g1.globo.com/politica/noticia/2026/07/22/flavio-bolsonaro-emitiu-notas-fiscais-de-r-500-mil-para-empresa-que-tinha-suspeito-no-caso-master-como-diretor.ghtml

Notas Fiscais de R$ 500 Mil Emitidas por Senador

O escritório de advocacia do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) emitiu duas notas fiscais no valor de R$ 500 mil cada para empresas com conexões ao caso Master, conforme apurado por investigações recentes. As transações ocorreram em abril de 2025 e despertaram interesse de órgãos de fiscalização que investigam possíveis irregularidades financeiras relacionadas ao Banco Master.

As notas fiscais representam movimentações financeiras significativas que chamaram atenção de parlamentares e investigadores. A primeira fatura foi direcionada à Copenhagen Assessoria e Consultoria no dia 7 de abril de 2025, sendo cancelada no mesmo dia. Já a segunda nota fiscal foi emitida para a Contábil Corrêa dois dias depois, em 9 de abril, com descrição de serviços de assessoria jurídica.

Empresa Receptora e Repasses do Banco Master

A Copenhagen Assessoria e Consultoria recebeu repasses substanciais do Banco Master entre 2024 e 2025, totalizando R$ 57,9 milhões, segundo documentos da Receita Federal obtidos pela CPI do Crime Organizado. Essa quantidade considerável de recursos direcionados à empresa despertou investigações sobre a natureza e legalidade das transações realizadas.

A empresa tinha como diretor Artur Figueiredo, gestor da administradora de fundos Trustee DTVM, que aparece nas investigações do caso Master com suspeita de envolvimento em fraudes financeiras do banco. Posteriormente, em setembro de 2025, Rogério Novo, que tinha registro como proprietário da Contábil Corrêa, assumiu a posição de diretor da Copenhagen, conforme documentação da Junta Comercial de São Paulo.

Posicionamento do Senador e Esclarecimentos

Em manifestação pública através das redes sociais, o senador Flávio Bolsonaro afirmou que não desejava prestar serviços advocatícios para a Copenhagen Assessoria e Consultoria. O parlamentar explicou que cancelou as duas notas fiscais porque recusou as contratações propostas, rejeitando assim qualquer vínculo comercial com a empresa suspeita.

Flávio Bolsonaro declarou ter realizado trabalho efetivo para a Contábil Corrêa, prestando serviços advocatícios legítimos naquele caso específico. Segundo suas declarações, manteve negociações com a Copenhagen, porém optou por não aceitar a contratação da empresa. O senador ressaltou o caráter privado e legal das relações comerciais mantidas, negando qualquer irregularidade nas transações realizadas.

Em comunicado direto, o pré-candidato à Presidência da República esclareceu: "Fiz um trabalho para uma empresa. Fui contratado para isso e prestei serviços advocatícios. Relação completamente legal e privada. Em outra oportunidade, eu não aceitei trabalhar para essa empresa chamada Copenhagen." O senador também mencionou que a empresa supostamente foi utilizada por Daniel Vorcaro para realizar pagamentos a terceiros, situação na qual ele não se envolveu.

Resposta da Administradora de Fundos Trustee

A Trustee DTVM, quando procurada para esclarecimentos, divulgou comunicado defendendo sua atuação e a de seus representantes. A administradora afirmou que, na qualidade de gestora do fundo Estônia Multiestratégia que detém investimentos na Copenhagen Assessoria e Consultoria, não possuía ingerência sobre as relações comerciais da empresa nem participação nas definições de pagamentos ou negociações entre a companhia e o Banco Master.

Conforme o posicionamento oficial, a Trustee DTVM ressaltou que Artur Figueiredo, durante todo período em que exerceu função na companhia, observou rigorosamente a legislação aplicável, os procedimentos de governança, controles internos e mecanismos de compliance vigentes. A administradora complementou que o representante não tinha participação nos contratos cotidianos da empresa e não era responsável pelas operações diárias da Copenhagen Assessoria e Consultoria.

Investigação e Repercussão Pública

O caso foi primeiramente revelado pelo portal Metrópoles e posteriormente confirmado pela emissora G1, gerando ampla repercussão nos meios de comunicação especializados em investigações políticas e financeiras. As descobertas integraram as apurações conduzidas pela CPI do Crime Organizado, que concentra esforços em desvendar possíveis fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master e seus stakeholders.

A investigação continua sob monitoramento de órgãos competentes que buscam esclarecer a natureza das transações financeiras realizadas entre as empresas envolvidas e o Banco Master. As notas fiscais emitidas pelo escritório do senador Flávio Bolsonaro seguem sendo analisadas por investigadores que procuram determinar se houve cumprimento integral de todas as obrigações legais e fiscais relacionadas às operações comerciais documentadas.

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