Fux agenda nova audiência sobre empréstimo de R$ 6,6 bi para o BRB
Nova data marcada para resolver impasse do crédito ao BRB
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), definiu para o dia 13 de janeiro uma audiência de conciliação com objetivo de viabilizar o empréstimo BRB no valor de R$ 6,6 bilhões destinado ao Banco de Brasília. A decisão foi comunicada nesta quarta-feira e representa mais uma tentativa de destravar uma operação financeira essencial para a instituição.
A convocação atende a solicitação do governo do Distrito Federal, que denunciou falta de avanços concretos no acordo homologado em maio. Segundo o documento encaminhado ao Supremo, passaram-se mais de dois meses sem que houvesse concessão, recusa formal ou qualquer indicação das condições necessárias para análise da operação pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Participantes da audiência convocada por Fux
A audiência reunirá representantes de diversos órgãos e instituições. Estarão presentes delegados do governo do DF, do próprio Banco de Brasília, da Advocacia-Geral da União, do Ministério da Fazenda, do Banco Central, do FGC e do Ministério Público Federal.
O Banco do Brasil também foi convocado a enviar representante em nome do consórcio de bancos que analisa a concessão do empréstimo. A participação de múltiplas instituições reflete a complexidade da operação e a necessidade de coordenação entre diferentes esferas governamentais e bancárias.
Urgência do governo distrital em finalizar a operação
O governo do Distrito Federal demonstra pressa em concluir a contratação porque ela é fundamental para recompor o patrimônio do BRB, que sofreu danos significativos resultantes de operações fracassadas realizadas com o Banco Master.
A situação é tão delicada que a instituição não divulga seu balanço patrimonial desde novembro de 2025, justamente pela fragilidade criada por essas negociações problemáticas. Como acionista controlador, o governo do DF carrega a responsabilidade de sanar a situação financeira da instituição.
Origem da crise que afeta o BRB
A atual crise do Banco de Brasília está diretamente ligada às operações realizadas com o Banco Master entre 2024 e 2025, que totalizaram R$ 30 bilhões conforme registros da própria instituição.
Em novembro de 2025, a Polícia Federal lançou a operação Compliance Zero e apontou um suposto esquema de fraudes financeiras de dimensões bilionárias, envolvendo grande parte dessas transações. A investigação revelou irregularidades graves nas práticas de governança e na execução dos negócios.
Em abril deste ano, uma nova fase investigativa resultou na prisão do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa. Os investigadores afirmam que ele teria permitido negociações com o Master sem respaldo apropriado e sem observância das normas adequadas de governança corporativa.
Magnitude das perdas e créditos problemáticos
O BRB estima que aproximadamente R$ 8,8 bilhões dos créditos comprados do Master representam títulos inexistentes, fraudados ou de recuperação muito difícil. Essa massa de



