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Haddad critica gestão Tarcísio e afirma que SP 'anda para trás'

Haddad critica gestão Tarcísio e afirma que SP 'anda para trás'
Fonte: g1.globo.com/sp/sao-paulo/eleicoes/2026/noticia/2026/07/18/haddad-diz-que-gestao-tarcisio-faz-sao-paulo-andar-para-tras-e-critica-seguranca-educacao-e-economia.ghtml

Haddad questiona desempenho da administração Tarcísio

O ex-ministro Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, fez críticas contundentes à gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) durante evento político realizado neste sábado (18) na capital paulista. Durante o "Encontro com Mulheres", organizado pelo PSOL, Haddad afirmou que o estado "está indo para trás" em diversos setores fundamentais.

O pronunciamento de Haddad ocorreu em um ambiente que reuniu importantes figuras da coligação de esquerda. O evento contou com a presença da senadora Marina Silva (Rede), do ministro da Secretaria-Geral da Presidência Guilherme Boulos (PSOL), além de candidatas do PSOL à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa estadual.

Áreas de retrocesso segundo Haddad

Durante seu discurso, o petista enuminou diversos setores nos quais identificou deterioração sob a gestão Tarcísio. O candidato apontou problemas em educação, saneamento básico, segurança pública e administração geral do estado. Haddad enfatizou que a situação não seria apenas estagnação, mas um movimento claro de regressão em comparação com períodos anteriores.

"Com esse Tarcísio, nós estamos indo para trás. Nós não estamos no mesmo lugar. Já seria ruim estar no mesmo lugar, porque o Brasil tem muita coisa para fazer, mas nós estamos indo para trás. A escola pública está indo para trás. A conta d'água e o serviço d'água estão piorando. A questão da segurança, sobretudo das mulheres, está piorando e está cheio de problema para resolver", declarou o candidato peessebista.

Disparidade no desempenho econômico

Haddad dirigiu críticas específicas ao desempenho econômico de São Paulo sob a administração Tarcísio. O candidato comparou o crescimento estadual com o crescimento nacional, apontando uma discrepância significativa que, em sua avaliação, prejudica o desenvolvimento brasileiro como um todo.

O ex-ministro citou dados macroeconômicos para fundamentar sua crítica. "No ano passado, o Brasil cresceu 2,3%. O estado de São Paulo cresceu 0,5%. O estado de São Paulo está puxando a média nacional para baixo", observou. Para Haddad, a situação é particularmente preocupante considerando o status de São Paulo como estado mais economicamente importante da federação.

"Como é que nós vamos aceitar que o estado mais rico da federação, em vez de estar indo para a frente, está indo para trás? Nem de lado está andando", questionou o petista, reforçando seu argumento de que há responsabilidade governamental no desempenho econômico inferior.

Controvérsias sobre políticas sociais

Haddad também contestou afirmações do governador sobre redução da população em situação de rua. O candidato peessebista citou dados de um censo recente para contradizer declarações públicas de Tarcísio sobre o tema.

"Outro dia ele estava batendo no peito dizendo que diminuiu a população em situação de rua. Saiu o censo, aumentou 186% o número de pessoas no estado de São Paulo em situação de rua", apontou Haddad. O candidato argumentou que os números oficiais revelam uma realidade contrária às narrativas apresentadas pela administração estadual.

Crítica à comunicação governamental

O ex-ministro questionou a priorização de investimentos na administração Tarcísio, sugerindo que há maior dedicação de recursos para comunicação política do que para implementação efetiva de políticas públicas. Haddad enfatizou a distância entre o discurso governamental e a realidade vivenciada pela população nas ruas.

"É só sair nas ruas e verificar que tudo que ele está falando na televisão é o mundo da fantasia", afirmou Haddad, reforçando que a população paulista pode constatar pessoalmente as deficiências apontadas em sua campanha.

Contexto da campanha eleitoral

As críticas de Haddad à gestão Tarcísio ocorrem em um contexto de preparação para futuras disputas eleitorais no estado de São Paulo. O evento do PSOL funcionou como plataforma para que o candidato expusesse seu diagnóstico sobre a administração estadual e apresentasse sua visão alternativa para o governo paulista.

A participação de personalidades políticas de diferentes segmentos da coligação de esquerda no evento evidencia a tentativa de construir uma frente unificada contra a administração Tarcísio, focando em críticas aos resultados apresentados nos principais setores de atuação governamental estadual.

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