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Índio da Cuíca lança 'Zing Zing' em setembro com colaborações autorais

Índio da Cuíca lança 'Zing Zing' em setembro com colaborações autorais
Imagem: g1.globo.com. Uso informativo; os direitos pertencem ao seu titular.

Índio da Cuíca apresenta novo álbum após cinco anos

O ritmista, cantor e compositor carioca Índio da Cuíca, nascido Francisco Tavares Machado há 75 anos, está lançando em 3 de setembro seu segundo álbum solo intitulado Zing Zing. O trabalho chega cinco anos após a estreia fonográfica "Malandro 5 Estrelas" (2021), ambos editados pelo selo QTV. Este novo projeto consolida a trajetória artística do músico originário do Morro do Borel, na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro.

Estrutura e direção musical de Zing Zing

O álbum Zing Zing é assinado por Gabriel de Aquino na direção musical, arranjos e execução de violão e guitarra em suas 11 faixas. Gabriel, filho do violonista João de Aquino (1945-2022), trabalhou na transformação de uma série de áudios em bruto, contendo vozes e sons de cuíca que Índio da Cuíca havia registrado anteriormente com temas e melodias em estado primitivo.

A direção artística fica a cargo de Bernardo Oliveira e Paulinho Bicolor, que enfatizam o estilo performático único do ritmista da linha "malabarista". Este posicionamento ressalta as características idiomáticas que tornam Índio da Cuíca uma figura distintiva na música brasileira contemporânea.

Elenco de músicos no projeto

Para materializar o repertório selecionado no estúdio, Zing Zing reúne uma formação respeitável de músicos. Alaan Monteiro toca bandolim, João Rafael fica responsável pelo baixo, Luizinho do Jêje e Thiago Castro cuidam das percussões, enquanto Pedro Fonseca toca piano e sintetizador, e Thiago Silva executa a bateria. Essa combinação instrumental oferece uma base sólida para as criações autorais de Índio da Cuíca.

Composições autorais e colaborações especiais

Grande parte do repertório de Zing Zing é essencialmente autoral. Algumas músicas como "Preto Velho" e "Toca Lúna" (composta pelo ritmista no berimbau) são assinadas exclusivamente por Índio da Cuíca, demonstrando sua versatilidade como compositor em diferentes instrumentos.

Outras faixas contaram com a colaboração de compositores renomados. João Martins e Raul Di Caprio co-assinaram "Cangalha do Boi", um samba-embolada que ganhou a participação de Siba. Manu da Cuíca contribuiu com a letra de "Sabença e Dendê". Romulo Fróes trabalhou em "Alguém Me Chama", que foi gravada com a voz de Ana Frango Elétrico, trazendo uma textura vocal diferenciada ao projeto. Gabriel de Aquino também assina a composição "Cuíca Maluca".

Samba inédito e regravações

Um destaque especial de Zing Zing é o samba inédito "Gracinha", fornecido por Juçara Marçal, artista consagrada na cena musical brasileira. Este contributo enriquece a diversidade temática do álbum.

O projeto inclui ainda três regravações do repertório. Uma delas é o samba-enredo "Magia Africana no Brasil e Seus Mistérios" (Jorge Machado, 1975), originalmente da escola de samba Unidos da Tijuca. Esta escolha reafirma a ligação de Índio da Cuíca com suas raízes na tradição do samba e da comunidade da Tijuca, local de seu nascimento há 75 anos, precisamente em 5 de maio de 1951.

A importância histórica do lançamento

O lançamento de Zing Zing representa um momento relevante na carreira de Índio da Cuíca, consolidando sua presença como criador e intérprete na música brasileira. A trajetória do artista, que começou com influências do violonista João de Aquino e se desenvolveu através da exploração rítmica da cuíca, agora ganha nova dimensão com este segundo álbum solo, que incorpora vozes diversas e perspectivas musicais enraizadas na tradição do samba carioca e da música popular brasileira.

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