Notícias Nacionais
Cultura

Rock in Rio 2026 reduz crimes em 20% com segurança integrada

Rock in Rio 2026 reduz crimes em 20% com segurança integrada
Imagem: g1.globo.com. Uso informativo; os direitos pertencem ao seu titular.

Queda significativa em registros criminais no festival

O Rock in Rio 2026 apresentou resultados expressivos em relação à diminuição de ocorrências criminais durante o evento. A estratégia de segurança integrada, coordenada pelas forças estaduais do Rio de Janeiro, alcançou redução de 19,9% no número de registros no festival quando comparado ao mesmo período de 2024, conforme levantamento divulgado pela Polícia Civil.

Esta redução em crimes não representa apenas um número isolado, mas reflete o sucesso da operação de segurança que envolveu múltiplas corporações trabalhando em conjunto. Os dados demonstram que a implementação de novas estratégias e tecnologias contribuiu significativamente para manter a ordem e a segurança dos frequentadores durante os sete dias de festival.

Redução de furtos e crimes contra o patrimônio

Quando analisados por tipo de ocorrência, os resultados mostram ainda mais efetividade das ações de segurança. Os procedimentos relacionados a furtos apresentaram queda de 17,5% em 2026 em comparação com 2024, indicando maior vigilância nas áreas de circulação do público.

O roubo de telefones celulares, crime que traditionally afeta eventos de grande concentração de pessoas, registrou redução de 10,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esta diminuição específica evidencia que as operações direcionadas para crimes contra o patrimônio obtiveram êxito em suas ações preventivas e repressivas.

Atuação do Núcleo de Repressão aos Crimes Contra o Patrimônio

A edição de 2026 marcou o primeiro emprego em larga escala do Núcleo de Repressão aos Crimes Contra o Patrimônio (Nupatri) durante o Rock in Rio. Este núcleo especializado atuou diretamente entre os frequentadores com policiais civis à paisana espalhados pela Cidade do Rock.

A estratégia de imersão de agentes no público permitiu identificar suspeitos e interromper ações criminosas relacionadas principalmente a furtos e receptação de celulares. Esta abordagem diferenciada contribuiu para a redução percentual registrada, criando um ambiente mais seguro para os espectadores do festival.

Inovação tecnológica na segurança: uso de drones

A edição deste ano também marcou a estreia da Coordenadoria de Operações com Aeronaves Não Tripuladas (COANT) em grandes eventos de massa como o Rock in Rio. Esta inovação tecnológica se mostrou fundamental para prevenir ameaças aéreas e manter o controle do espaço aéreo sobre a Cidade do Rock.

Apreensão de aeronaves não autorizadas

Durante o festival, cinco drones foram interceptados e apreendidos pela Polícia Militar após sobrevoarem, sem autorização, a área restrita da Cidade do Rock. As aeronaves não tripuladas foram identificadas e tiveram o voo interrompido por meio de um sistema antidrones que a corporação militar estava testando durante o evento.

Três operadores foram identificados e encaminhados à unidade da Polícia Civil responsável pelo registro das ocorrências. Na semana anterior ao festival, outro drone não autorizado havia sido apreendido após sobrevoar a mesma área restrita. Os pilotos foram localizados e conduzidos à delegacia da Polícia Civil instalada dentro do evento para registrar as ocorrências.

Operações de policiamento de proximidade e prisões

Policiais militares do Comando de Policiamento de Proximidade (CPP), que atuavam em apoio ao Rock in Rio, realizaram operação coordenada que resultou na prisão de suspeitos envolvidos em roubo. O acionamento ocorreu após denúncia de um pedestre sobre crime em andamento nas proximidades do BRT Bosque da Barra.

A equipe realizou cerco tático com apoio da Guarda Municipal e policiais do 6º BPM na região. Dois suspeitos foram capturados e reconhecidos pelas vítimas. Durante a ação, foram recuperados um aparelho celular pertencente a uma das vítimas e um revólver utilizado para ameaçar os roubados. Os envolvidos foram encaminhados à 16ª DP (Barra da Tijuca) para apresentação à autoridade policial.

Operação Lei Seca reduz condução sob influência

Durante os sete dias do Rock in Rio, a Operação Lei Seca realizou abordagens a 3.627 condutores em fiscalizações na capital e Região Metropolitana, incluindo pontos estratégicos definidos conforme o fluxo de público do festival. Foram contabilizadas 746 ocorrências administrativas relacionadas à alcoolemia.

Os resultados indicam 311 testes positivos em ocorrências administrativas, quando o índice registrado não caracteriza crime de trânsito, e 435 recusas à realização dos testes. Esta operação complementou as estratégias de segurança, prevenindo acidentes envolvendo frequentadores que se deslocavam para o evento.

Atuação do Corpo de Bombeiros durante o festival

O Corpo de Bombeiros mobilizou 140 militares que se revezaram durante os sete dias de festival, atuando principalmente na prevenção de incidentes. Desde a abertura do evento na sexta-feira (4/9), as equipes foram acionadas para apenas um incidente leve na Cidade do Rock, sem registro de ocorrências de maior gravidade.

No entorno do Parque Olímpico, o Grupamento de Busca e Salvamento (Barra da Tijuca) foi acionado para oito ocorrências, envolvendo quedas de moto, colisões e um princípio de incêndio. Os números demonstram que o trabalho preventivo das corporações manteve o festival operacional com segurança elevada durante toda a sua realização.

Relacionadas

Criptomoedas

Bitcoin (BTC) $75,791 ▼ 2.65%
Ethereum (ETH) $2,400 ▼ 4.49%
BNB $714 ▼ 0.67%
Solana (SOL) $97 ▼ 5.22%

Divisas

EUR/USD1.1539
USD/JPY155.0000