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Senador Graham morre por dissecação de aorta, revela laudo

Senador Graham morre por dissecação de aorta, revela laudo
Fonte: g1.globo.com/mundo/noticia/2026/07/12/senador-lindsey-graham-morreu-de-dissecacao-da-aorta-aponta-laudo-preliminar.ghtml

Morte do Senador Lindsey Graham por Dissecação de Aorta

O senador norte-americano Lindsey Graham, representante do Partido Republicano pela Carolina do Sul, faleceu na noite de sábado (11) vítima de uma dissecação de aorta provocada por doença cardiovascular arteriosclerótica. O parlamentar tinha 71 anos de idade. A divulgação oficial da dissecação de aorta como causa do óbito ocorreu através do seu gabinete no domingo (12), quando foram divulgados os resultados preliminares da autópsia.

A dissecação de aorta caracteriza-se por um rasgo ou vazamento na principal artéria responsável pelo transporte do sangue do coração para o resto do corpo. Esta condição representa uma emergência médica grave e potencialmente fatal. O laudo foi emitido pelo Instituto Médico Legal do Distrito de Colúmbia, em Washington, D.C., estabelecimento responsável pela necropsia.

Procedimentos e Documentação Oficial

De acordo com o comunicado oficial divulgado pelo gabinete, o certificado de óbito definitivo permanece pendente e será atualizado assim que os testes toxicológicos e os exames microscópicos forem concluídos. Estes procedimentos adicionais determinarão formalmente a classificação final da causa da morte e complementarão as informações já fornecidas pela dissecação de aorta como causa primária.

Inicialmente, o gabinete de Graham havia informado apenas que a morte ocorrera após uma "breve e repentina doença", sem oferecer detalhes específicos sobre a condição médica. Os detalhes relativos à falha cardíaca só foram tornados públicos no domingo, quando o Instituto Médico Legal divulgou seu laudo preliminar.

Últimas Comunicações e Reações Políticas

O presidente Donald Trump, aliado político próximo de Graham no Capitólio, lamentou a perda do senador em entrevista ao programa "Meet the Press", da emissora NBC. Trump revelou que havia conversado com Graham por telefone no sábado à noite, logo após o parlamentar retornar de uma viagem oficial a Kiev, na Ucrânia.

"Ele parecia um pouco cansado, mas perfeito", afirmou Trump, que descreveu o senador como "um membro da família". O presidente americano subsequentemente ordenou que as bandeiras em todo o país fossem hasteadas a meio-mastro em sinal de luto até o sábado seguinte, em demonstração de respeito ao falecido legislador.

Carreira Legislativa e Influência Política

Graham estava em seu quinto mandato no Senado e planejava concorrer à reeleição em novembro daquele ano. Ele ocupava a presidência do Comitê de Orçamento do Senado e era uma das vozes mais influentes na definição da política externa dos Estados Unidos. Sua carreira parlamentar ultrapassava três décadas, tendo iniciado como deputado estadual em 1992 após atuar como advogado nas áreas de Justiça Militar e Justiça comum.

Nascido em família de classe média baixa na cidade de Central, na Carolina do Sul, Graham cresceu ajudando seus pais, que eram proprietários de um bar. Formou-se em Direito antes de ingressar na vida pública. Sua projeção nacional começou em 1999, quando integrou a comissão da Câmara dos Representantes que aprovou o processo de impeachment do então presidente Bill Clinton.

Dedicação à Política Externa e Segurança Nacional

Durante anos, Graham defendeu uma política externa favorável ao uso da força militar pelos Estados Unidos e ao fortalecimento da defesa nacional. Na semana anterior à sua morte, ele participou de uma delegação que esteve em Kiev, capital da Ucrânia, e havia anunciado um acordo para avançar em um pacote de maiores sanções dos EUA à Rússia.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou estar "profundamente entristecido" com a morte de Graham, descrevendo-o como um "verdadeiro defensor da liberdade e dos valores que tornam o nosso mundo mais seguro". Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, também lamentou o falecimento, caracterizando Graham como "um grande amigo de Israel" e um "querido amigo meu".

Evolução da Relação com Trump

A relação entre Graham e Trump passou por transformações significativas. Inicialmente, o senador chegou a afirmar que o então empresário era "inapto para o cargo" e usou linguagem depreciativa após Trump fazer comentários negativos sobre o ex-senador John McCain, melhor amigo de Graham no Senado e veterano da Guerra do Vietnã.

Graham, McCain e o ex-senador Joe Lieberman, independente por Connecticut, eram conhecidos como os "Três Amigos" e viajavam frequentemente pelo mundo para defender uma política externa mais intervencionista. Porém, Graham mudou significativamente de posição após Trump vencer a eleição presidencial, tornando-se um dos principais aliados do presidente.

Graham chegou a romper com Trump após a invasão do Capitólio por apoiadores do então presidente em 6 de janeiro de 2021, declarando: "Estou fora. Já chega." Entretanto, pouco tempo depois voltou a se aproximar de Trump e permaneceu como aliado durante o segundo mandato do presidente.

Implicações Políticas e Sucessão

Os republicanos mantinham, naquele momento, uma maioria apertada de 53 a 47 cadeiras no Senado. Pela lei da Carolina do Sul, o governador Henry McMaster, também republicano, deveria nomear um substituto temporário para Graham, que permaneceria no cargo até janeiro. McMaster afirmou, em nota, que Graham era "insubstituível", descrevendo-o como "o mais feroz dos defensores da Carolina do Sul e da América — e um amigo leal e firme".

O senador não era casado e não tinha filhos. Sua parente viva mais próxima era a irmã Darline Graham Nordone, a quem ele havia ajudado a criar após perderem seus pais. Graham também integrava a Comissão de Apropriações, a Comissão Judiciária e a Comissão de Meio Ambiente e Obras Públicas do Senado.

Legado e Tributos

O líder da maioria no Senado, John Thune, republicano da Dakota do Sul, afirmou que seu "coração estava pesado" ao saber da morte do "amigo e colega, o senador Lindsey Graham". Thune ressaltou que Graham "dedicou muitos anos de sua vida à Força Aérea e ao Congresso" e foi "um defensor firme dos Estados Unidos e um forte aliado de países que valorizam a liberdade em todo o mundo".

A morte do senador por dissecação de aorta ocorreu em contexto de preocupações sobre falta de transparência relativamente à saúde de parlamentares norte-americanos. Sua contribuição à política externa, defesa nacional e alianças internacionais deixa legado significativo na história política dos Estados Unidos.

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