Notícias Nacionais
Mundo

Trump proíbe cobrança de pedágio no Estreito de Ormuz

Trump proíbe cobrança de pedágio no Estreito de Ormuz
Fonte: g1.globo.com/mundo/noticia/2026/06/20/trump-nao-havera-cobranca-de-pedagio-no-estreito-de-ormuz-a-menos-que-seja-imposto-pelos-eua.ghtml

Posicionamento de Trump sobre cobranças no Estreito de Ormuz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste sábado (20) que não ocorrerá cobrança de pedágio no Estreito de Ormuz, a menos que seja estabelecida pelo governo norte-americano. Por meio de uma publicação na plataforma Truth Social, Trump apresentou sua posição quanto às possíveis taxas que poderiam ser implementadas na importante via marítima internacional.

A declaração de Trump visa esclarecer a situação em torno da cobrança de pedágio no Estreito de Ormuz diante das negociações em andamento com o Irã. Segundo Trump, durante os sessenta dias do período de cessar-fogo estabelecido, não haverá qualquer cobrança de taxas. Além disso, após o término desse prazo, também não será imposta nenhuma taxa, com exceção daquelas que o próprio governo americano possa instituir como medida de ressarcimento financeiro.

Condições para possível implementação de taxas

Trump ressalvou em sua mensagem que a possibilidade de cobrar taxas no Estreito de Ormuz existe apenas caso o acordo definitivo com Teerã não seja concluído. Nessa hipótese, o governo americano poderia estabelecer uma taxa como forma de recuperar custos anteriores, presentes e futuros relacionados à questão. A declaração reflete a estratégia diplomática americana em relação às negociações com o governo iraniano.

Em seu pronunciamento, Trump foi explícito: "Não haverá cobrança de pedágio no Estreito de Ormuz durante os 60 dias do período de cessar-fogo, e também não haverá cobrança de pedágio após o término desse período. A menos que seja imposta pelos Estados Unidos da América, caso o acordo não seja concluído, como forma de reembolso de custos passados, presentes e futuros".

Resposta iraniana e tensões diplomáticas

Na sexta-feira anterior (19), o Irã havia anunciado que não cobraria taxas de embarcações que atravessassem o Estreito de Ormuz durante um período de sessenta dias. Contudo, a república islâmica sinalizou sua intenção de implementar uma "taxa por serviço" após esse período de trégua, quando o acordo provisório entre os dois países expiraria.

As declarações sobre a cobrança de pedágio no Estreito de Ormuz ocorrem em um momento de elevada tensão entre Washington e Teerã. A Guarda Revolucionária iraniana anunciou neste sábado que o Estreito de Ormuz estava fechado, alegando violações de compromissos de cessar-fogo por parte dos Estados Unidos e Israel em operações no Líbano.

Situação do fechamento do Estreito

A declaração da Guarda Revolucionária sobre o fechamento do Estreito de Ormuz gerou controvérsias imediatas. JD Vance, vice-presidente dos Estados Unidos, afirmou à rede Fox News que não havia evidências de que a passagem marítima estivesse realmente bloqueada. Da mesma forma, um comunicado das Forças Armadas dos EUA negou a existência de qualquer bloqueio na região.

A Guarda Revolucionária iraniana emitiu avisos a embarcações para que se mantivessem afastadas da área, alertando que a segurança dos navios poderia estar comprometida caso tentassem acessar a rota de navegação. Segundo Teerã, a decisão foi motivada pelo que qualificou como "crimes" de Israel no Líbano e por uma alegada violação, pelos americanos, dos compromissos para estabelecer paz na região.

Importância estratégica e contexto das negociações

O Estreito de Ormuz representa uma das rotas mais críticas do mundo para o transporte de petróleo e gás natural. A relevância geopolítica dessa via aquática a torna central nas discussões entre potências internacionais. O controle ou fechamento do Estreito afeta significativamente o comércio global e a estabilidade econômica internacional.

As negociações entre Washington e Teerã relacionadas à cobrança de pedágio no Estreito de Ormuz integram um acordo provisório mais amplo entre os dois países. Este pacto foi assinado na quarta-feira (17) pelo presidente americano Donald Trump e pelo presidente iraniano Masoud Pezeshkian, objetivando encerrar o conflito que já perdura há quase quatro meses.

Próximos passos nas conversações

Uma nova rodada de conversas entre Washington e Teerã estava prevista para ocorrer na Suíça a partir do domingo (21), segundo informações do Paquistão. Essas negociações representam uma oportunidade crítica para ambas as partes consolidarem o acordo provisório e definirem os termos finais sobre questões pendentes, incluindo a questão das possíveis cobranças de pedágio no Estreito de Ormuz.

As declarações de Trump procuram estabelecer limites claros sobre quando e como cobranças poderiam ser implementadas na importante via marítima. A posição americana reflete tanto o desejo de manter a navegação livre quanto de preservar a possibilidade de aplicar pressão econômica caso as negociações fracassem.

Relacionadas