O Serviço Nacional de Saúde (SNS) é um dos pilares fundamentais do Estado Social em Portugal. Desde a sua criação, em 1979, tem sido responsável por garantir o acesso universal e gratuito aos cuidados de saúde a todos os cidadãos portugueses. No entanto, nos últimos anos, tem sido alvo de ataques por parte de alguns partidos políticos, que têm como objetivo desmantelar este serviço público tão importante para a população. O secretário-geral do Partido Comunista Português (PCP), Jerónimo de Sousa, acusou recentemente o “quinteto do retrocesso” (PSD, CDS, Chega, Iniciativa Liberal e PS) de querer acabar com o SNS, numa clara tentativa de desvalorizar o trabalho da atual ministra da Saúde, Marta Temido.
Jerónimo de Sousa não poupou críticas aos partidos que compõem o “quinteto do retrocesso”, afirmando que estes têm como objetivo “desmantelar o SNS e entregar a saúde aos interesses privados”. Esta acusação surge num momento em que o SNS tem sido alvo de várias críticas, principalmente devido à pandemia de COVID-19, que colocou à prova o sistema de saúde português. No entanto, o secretário-geral do PCP defende que o SNS tem sido capaz de responder às necessidades da população, graças ao trabalho dos seus profissionais e à sua estrutura pública e universal.
De facto, o SNS tem sido um dos principais aliados no combate à pandemia, garantindo o acesso a testes, tratamentos e vacinas a todos os cidadãos, independentemente da sua condição económica ou social. Além disso, tem sido também responsável por garantir o acompanhamento e tratamento de outras doenças, que não podem ser esquecidas mesmo em tempos de crise sanitária. Este serviço público tem sido um exemplo de resiliência e capacidade de resposta, mesmo em momentos de grande pressão.
No entanto, o secretário-geral do PCP alerta para os perigos que o SNS enfrenta, nomeadamente com a atuação do “quinteto do retrocesso”. Estes partidos têm vindo a defender a privatização de alguns setores da saúde, o que poderia colocar em causa o acesso universal e gratuito aos cuidados de saúde. Além disso, têm também criticado a ministra da Saúde, Marta Temido, acusando-a de ser “incompetente” e de não estar a cumprir com as suas funções.
Jerónimo de Sousa não poupou ironias ao referir que a ministra da Saúde é “competentíssima a executar o programa do Governo”, numa clara referência às críticas que têm sido feitas à atuação do Governo no combate à pandemia. No entanto, o líder do PCP defende que a ministra tem feito um trabalho notável, tendo em conta as dificuldades e desafios que tem enfrentado. Além disso, sublinha que a responsabilidade pela gestão da pandemia não é apenas da ministra da Saúde, mas sim de todo o Governo e de todos os cidadãos.
É importante lembrar que o SNS é um serviço público que tem sido alvo de cortes orçamentais nos últimos anos, o que tem colocado em causa a sua capacidade de resposta. No entanto, o secretário-geral do PCP defende que é necessário investir no SNS, para que este possa continuar a garantir o acesso universal e gratuito aos cuidados de saúde. Além disso, é também necessário valorizar os seus profissionais, que têm sido fundamentais no combate à pandemia e no funcionamento do sistema de saúde.
Em suma, o secretário-geral do PCP alerta para os perigos que o SNS enfrenta, nomeadamente com a atuação















