31% dos eleitores priorizam emendas e obras na escolha senatorial

Emendas e obras lideram prioridades do eleitorado para o Senado
Uma pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (10) apresenta um panorama detalhado sobre as motivações que levam eleitores a escolher seus candidatos ao Senado Federal. Os dados revelam que emendas e obras para o estado representam a principal preocupação, sendo citadas por 31% dos entrevistados como o fator decisivo na hora de definir seu voto. Essa preferência demonstra a importância que o eleitorado atribui à capacidade dos senadores em direcionar recursos e investimentos para suas regiões.
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais através de entrevistas presenciais realizadas entre 31 de julho e 3 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado sob o número BR-06591/2026.
Hierarquia de prioridades eleitorais
Além da liderança de emendas e obras para trazer desenvolvimento estadual, a pesquisa identificou outros atributos considerados pelos eleitores ao escolher candidatos ao Senado. A sequência de respostas mostra a diversidade de interesses que permeiam as decisões políticas:
Ser indicado de Lula: 15% dos eleitores apontam essa característica como relevante, refletindo o peso do apoio presidencial em suas decisões.
Compromisso com fim da escala 6x1: 13% dos entrevistados citam essa bandeira como prioritária, demonstrando preocupação com direitos trabalhistas.
Independência da polarização: 12% valorizam candidatos que se posicionam fora do eixo polarizado.
Defesa do impeachment de ministros do STF: 11% mencionam essa posição como fator decisivo.
Indicação de Bolsonaro: 8% dos eleitores consideram esse aspecto importante em suas escolhas.
Ainda responderam que nenhuma dessas opções as representa 4% dos entrevistados, enquanto 6% não souberam ou preferiram não responder à pergunta.
Variações regionais nas prioridades eleitorais
A análise regional dos dados sobre emendas e obras para o estado revela significativas diferenças nas prioridades do eleitorado. Na região Sul, a maior concentração se encontra em 41% dos entrevistados, indicando uma forte demanda por investimentos diretos. Em contraste, o Centro-Oeste e Norte apresentam o menor percentual, com 28%, ainda assim mantendo essa como a principal motivação.
O Nordeste apresenta um perfil particular: enquanto 28% priorizam emendas e obras, destaca-se que 26% dos eleitores consideram ser indicado do presidente Lula como atributo principal, a maior concentração dessa motivação entre todas as regiões.
No Sudeste, observa-se uma distribuição mais dispersa de motivações, com 14% apontando a independência da polarização como mais importante para suas escolhas.
Diferenças de gênero e faixa etária
Os dados estratificados por gênero revelam disparidades interessantes. Entre os homens, 17% citam a defesa do impeachment de ministros do STF como fator principal, enquanto entre as mulheres esse percentual cai para apenas 6%. Essa diferença de 11 pontos percentuais sugere que questões relacionadas ao Supremo Tribunal Federal ressoam mais intensamente entre o eleitorado masculino.
Na faixa etária mais jovem, a defesa do fim da escala 6x1 ganha destaque significativo, com 22% dos entrevistados apontando essa questão trabalhista como mais importante. Esse dado indica maior sensibilidade dos jovens a temas de direitos dos trabalhadores.
Polarização partidária nas motivações
A pesquisa também cruzou os dados com votos anteriores, revelando polarização clara. Entre eleitores que votaram em Bolsonaro em 2022, 25% mencionam o impeachment de ministros do STF como o mais importante fator de decisão. Contrariamente, entre os eleitores de Lula, apenas 2% citam esse mesmo atributo.
Entre os eleitores que se declaram independentes, 18% apontam a independência do candidato como fator principal, sugerindo que esse grupo busca representantes alinhados com sua própria postura política.
Desconhecimento sobre quantos votos cada eleitor terá
A pesquisa também avaliou o conhecimento dos eleitores sobre o processo eleitoral. Quando perguntados sobre quantos senadores poderão escolher nas eleições de 2026, apenas 34% responderam corretamente que serão dois senadores.
Os dados completos dessa pergunta foram:
Um senador: 22% dos entrevistados
Dois senadores: 34% (resposta correta)
Três senadores: 10% dos eleitores
Não sabe/não respondeu: 34%
Essa distribuição indica que metade do eleitorado (34% que responderam corretamente mais 34% que não souberam) está igualmente dividida entre conhecimento e desconhecimento sobre essa informação fundamental do processo eleitoral.
Contexto eleitoral de 2026
Em 2026, cada eleitor votará duas vezes para o Senado, e os votos devem ser em candidatos diferentes. Serão renovadas 54 das 81 cadeiras da Casa, o equivalente a dois terços do total. Cada estado elegerá dois representantes.
Esse sistema de renovação parcial mantém continuidade institucional enquanto permite ajustes nas representações estaduais. A renovação de dois terços das cadeiras oferece oportunidades significativas para mudanças na composição da Casa, tornando a eleição de 2026 especialmente relevante para definir os rumos políticos nos próximos anos.




