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Adolescente desiste de ação contra Meta dias antes de julgamento

Adolescente desiste de ação contra Meta dias antes de julgamento
Imagem: g1.globo.com. Uso informativo; os direitos pertencem ao seu titular.

Adolescente retira ação contra Meta semanas antes de julgamento

Um adolescente da Flórida decidiu desistir da ação contra Meta, proprietária do Instagram e Facebook, que acusava as plataformas de contribuir para sua depressão e ansiedade. A ação contra Meta foi retirada poucos dias antes do início do julgamento em Los Angeles, conforme comunicado pelos advogados do jovem nesta quarta-feira (22).

O processo, movido pelo adolescente identificado pelas iniciais R.K.C. com 15 anos de idade, envolvia inicialmente quatro gigantes da tecnologia: Google (YouTube), Meta (Instagram), Snap (Snapchat) e ByteDance (TikTok). O YouTube e o TikTok já haviam chegado a acordos para encerrar a disputa em junho, e segundo a Bloomberg, o Snapchat também alcançou um acordo preliminar no caso.

Histórico de dependência das plataformas digitais

De acordo com documentos judiciais, R.K.C. iniciou o uso de redes sociais aos oito anos de idade e alegava ter desenvolvido dependência das plataformas. O adolescente afirmava que essa dependência resultou em perda de sono, além de sintomas significativos de depressão e ansiedade que impactaram sua qualidade de vida.

Os advogados do jovem declararam que ele tomou a decisão diante do resultado geral bem-sucedido do litígio e de suas preocupações em enfrentar um julgamento exaustivo que duraria várias semanas. Segundo o comunicado dos representantes legais, "ele decidiu retirar as acusações contra a Meta, está pronto para encerrar esse capítulo, concentrar-se em sua recuperação e dedicar-se à terapia, na busca por uma vida normal".

Posicionamento da Meta sobre a desistência

Um porta-voz da Meta informou que R.K.C. desistiu das acusações sem receber qualquer pagamento da empresa. A corporação reafirmou sua defesa, declarando que "as alegações nunca se sustentaram, e esse desfecho deixa claro que não recuaremos na defesa contra processos infundados".

Processos simultâneos contra a empresa de tecnologia

Paralelamente ao caso do jovem de 15 anos, a Meta enfrenta pressão crescente de usuários e estados americanos. A empresa informou à Justiça dos Estados Unidos que quatro estados norte-americanos pedem US$ 1,4 trilhão (R$ 7,15 trilhões) em multas em um processo que acusa a corporação de ter desenvolvido o Facebook e Instagram com recursos específicos para tornar jovens usuários dependentes das plataformas.

Os procuradores-gerais da Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey acusam a Meta de enganar o público sobre a segurança dos serviços. O valor foi revelado em um documento apresentado pela companhia no começo deste mês, baseado no número de supostas violações cometidas pela Meta e nas multas previstas nas leis estaduais de proteção ao consumidor.

Resposta da Meta às acusações de danos

A Meta classificou o cálculo de multa como "absurdo" e afirmou que a penalidade não possui base nos fatos nem na legislação. A empresa negou categoricamente as acusações e declarou que não há provas de que tenha enganado usuários ou criado plataformas com o objetivo específico de gerar dependência entre o público jovem.

Julgamento previsto para agosto na Califórnia

O julgamento está marcado para agosto na Califórnia e analisará acusações de que a Meta violou leis de proteção ao consumidor e a Lei de Proteção à Privacidade Online das Crianças (COPPA), ao coletar dados de menores sem autorização adequada dos pais. Ao todo, 29 estados processam a empresa por práticas relacionadas ao uso das plataformas por crianças e adolescentes, evidenciando a amplitude das preocupações regulatórias.

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