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Apple pede liminar contra OpenAI por uso de segredos comerciais

Apple pede liminar contra OpenAI por uso de segredos comerciais
Imagem: g1.globo.com. Uso informativo; os direitos pertencem ao seu titular.

Apple avança em ação judicial contra OpenAI por segredos comerciais

A Apple requereu a um tribunal federal dos Estados Unidos uma medida cautelar para bloquear qualquer acesso, aquisição, uso ou divulgação de informações confidenciais por parte da OpenAI e dois ex-funcionários da gigante da tecnologia. O pedido de liminar foi formalizado na segunda-feira (3) e marca uma escalada significativa no conflito envolvendo segredos comerciais entre as duas empresas.

A disputa sobre segredos comerciais teve início quando a Apple apresentou ação acusando a OpenAI de apropriação indevida de informações proprietárias. Segundo a fabricante do iPhone, esses dados teriam sido utilizados para facilitar a entrada da empresa proprietária do ChatGPT no mercado de dispositivos de consumo, particularmente no segmento de hardware.

Detalhes da ação judicial e funcionários envolvidos

Na petição apresentada ao tribunal, a Apple identificou dois ex-colaboradores seus como parte da ação. Chang Liu, que atuava como engenheiro elétrico sênior de sistemas, e Tang Yew Tan, que ocupava o cargo de vice-presidente de design de produtos para iPhone e Apple Watch, são os ex-funcionários mencionados no processo.

Além desses dois profissionais, agora empregados pela OpenAI, a ação inclui Yu-Ting Peng, funcionário da OpenAI, bem como outro colaborador da empresa que anteriormente trabalhou na Apple, embora não tenha sido identificado formalmente na documentação.

Aceleração do processo de provas e depoimentos

Simultaneamente ao pedido de liminar, a Apple também solicitou ao juiz que acelerasse a fase de descoberta de provas, incluindo a entrega de documentos que supostamente demonstrem o acesso dos réus a informações proprietárias e segredos comerciais da companhia.

A fabricante requereu ainda os depoimentos de Chang Liu e Tang Yew Tan, além dos representantes da OpenAI e da io Products, braço comercial da OpenAI que também figura como ré no processo. A Apple argumenta que essas medidas são essenciais para comprovar o acesso indevido aos seus segredos comerciais.

Posicionamento das empresas e risco de danos

Em seu argumento perante o tribunal, a Apple afirmou que "sofrerá danos irreparáveis caso não seja concedida uma liminar", indicando que considera urgente a implementação de medidas que protejam suas informações confidenciais.

A OpenAI respondeu prontamente às acusações através de uma publicação em seu blog na noite de segunda-feira. A empresa negou categoricamente as alegações, declarando que "o pedido de liminar da Apple se baseia em informações falsas e é completamente desnecessário, pois não possuímos nem queremos nenhum de seus segredos comerciais".

Contexto de disputa por dispositivos de IA

O processo marca um novo capítulo em uma série de litígios que envolvem a OpenAI. Recentemente, a empresa venceu uma contestação judicial movida pela xAI, controlada por Elon Musk, indicando um padrão de confrontos legais no setor de inteligência artificial.

Especialistas enxergam a ação como o início de uma disputa mais ampla pelo controle do mercado de futuros dispositivos de inteligência artificial. Esses equipamentos têm o potencial de revolucionar a forma como os usuários interagem com a tecnologia, podendo dispensar aplicativos ou sistemas operacionais tradicionais.

Implicações para o mercado de hardware

Se bem-sucedidos em seu desenvolvimento, esses novos produtos poderiam desviar significativamente a atenção dos consumidores do iPhone, o principal e mais lucrativo produto da Apple. A possível viabilidade dessa tecnologia preocupa os executivos da companhia, que buscam proteger sua posição dominante no mercado de dispositivos pessoveis.

Analistas especulam que a OpenAI possa estar desenvolvendo um telefone ou outro dispositivo próprio, o que alimentaria as preocupações da Apple. Essa competição reflete uma transformação mais ampla na indústria tecnológica, onde empresas de inteligência artificial começam a entrar no mercado de hardware, historicamente dominado por fabricantes tradicionais.

Próximos passos processuais

O caso foi distribuído ao Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Norte da Califórnia, jurisdição que frequentemente lida com litígios envolvendo empresas de tecnologia sediadas no Vale do Silício. Os próximos passos incluirão a deliberação do juiz sobre o pedido de liminar e, posteriormente, a apresentação e análise de provas pelas partes envolvidas, enquanto o processo sobre segredos comerciais tramita.

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