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BRB afasta cinco servidores em investigação do caso Master

BRB afasta cinco servidores em investigação do caso Master
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Medida Cautelar do BRB Afasta Funcionários no Caso Master

O Banco de Brasília (BRB) implementou uma ação disciplinar importante ao decidir afastar, de forma cautelar e preventiva, cinco funcionários citados em investigações internas relacionadas às operações realizadas com o Banco Master, instituição vinculada ao empresário Daniel Vorcaro. A medida, aprovada pela corregedoria do banco com aval do Conselho de Administração, representa um passo significativo na resposta institucional da organização aos questionamentos levantados pela Polícia Federal.

Conforme informado pela instituição em comunicado oficial, o BRB reafirmou que os afastamentos consistem em medidas cautelares e não antecipam qualquer julgamento sobre o mérito das investigações em andamento. Os nomes específicos e as funções exatas dos cinco servidores permaneceram sob sigilo, seguindo procedimentos administrativos padrão durante investigações desta natureza.

Contexto das Transações e Prejuízos Identificados

A Polícia Federal identificou que a gestão fraudulenta de ex-dirigentes do Banco de Brasília nas operações com o Banco Master envolveu carteiras de negócios no valor de R$ 17,5 bilhões. O Banco Central procedeu com a liquidação do Banco Master, e posteriormente, o governo do Distrito Federal iniciou procedimentos legais visando recuperar parcela significativa desses valores para compensar o déficit criado na instituição brasiliense.

Conforme análise pericial da Polícia Federal, o BRB possuía informações prudenciais, financeiras e reputacionais relevantes sobre o Banco Master, dados esses formalmente integrados ao seu ambiente informacional, contudo a instituição não demonstrou consideração adequada desses alertas durante seus processos decisórios relacionados às operações questionadas.

Identificação dos Ex-Gestores Responsabilizados

A investigação conduzida pela Polícia Federal apontou a participação de seis ex-integrantes da diretoria colegiada nas aprovações das carteiras operacionais com o Banco Master. Os peritos federais constataram que os dirigentes presentes nas reuniões ficaram vinculados documentalmente às decisões aprovadas por unanimidade, conforme registrado nas atas oficiais da instituição.

De acordo com o laudo pericial, esses gestores participaram ativamente de deliberações envolvendo a continuidade das operações, aprovação de novas aquisições de carteiras, flexibilização de alertas relacionados a riscos operacionais e complementação posterior de documentação. Todos esses ex-dirigentes já foram afastados da atual administração do banco.

Relação de Ex-Gestores Afastados

A Polícia Federal identificou os seguintes ex-integrantes da diretoria colegiada e suas respectivas funções na instituição:

Paulo Henrique Bezerra Rodrigues Costa exercia a posição de Presidente; Cristiane Maria Lima Bukowitz atuava como Diretora Executiva de Gestão de Pessoas; Dario Oswaldo Garcia Junior ocupava o cargo de Diretor Executivo de Finanças e Controladoria; Luana de Andrade Ribeiro era Diretora Executiva de Controle e Riscos; Diogo Ilário de Araújo Oliveira funcionava como Diretor Executivo de Atacado e Governo; e José Maria Correa Dias Junior atuava como Diretor Executivo de Tecnologia.

Uma observação importante refere-se ao diretor jurídico Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo, que não foi vinculado às aprovações questionadas pois, conforme demonstram as atas analisadas, não possuía direito a voto nas deliberações ou encontrava-se ausente durante esses processos decisórios.

Ações Judiciais e Prazos Estabelecidos

Em agosto do ano anterior, os acionistas do Banco de Brasília aprovaram autorização para que a instituição acionasse na esfera judicial ex-gestores que sejam identificados como responsáveis pelos prejuízos gerados pelas operações com o Banco Master. O banco estabeleceu um prazo de noventa dias, contado a partir da data da aprovação acionária, para definir a lista completa de ex-dirigentes a serem responsabilizados judicialmente.

Investigação da Polícia Federal Esclarece Envolvimento de Gestores

A Polícia Federal, em seu relatório investigativo, descartou a hipótese de que os gestores do Banco de Brasília tivessem sido vítimas das operações realizadas com o Banco Master, ao invés disso apontando responsabilidade ativa na aprovação das transações questionadas. Os peritos federais encontraram evidências documentais robustas da participação consciente desses dirigentes nas decisões que levaram à exposição excessiva da instituição aos riscos associados ao Banco Master.

O Banco de Brasília mantém seu posicionamento de cooperação com as investigações em andamento, reafirmando seu compromisso com a transparência e a responsabilização administrativa, conforme demonstrado pelas medidas cautelares implementadas contra os cinco funcionários atualmente afastados das atividades da instituição.

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