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Chuvas e granizo devastam cafezais em SP

Chuvas e granizo devastam cafezais em SP
Fonte: g1.globo.com/sp/sorocaba-jundiai/nosso-campo/noticia/2026/07/19/temporais-castigam-cafezais-e-produtores-aceleram-colheita-para-salvar-a-safra-no-interior-de-sp.ghtml

Cafezais enfrentam perdas severas com temporal em Garça

Os cafezais da região de Garça, no interior de São Paulo, sofrem impactos devastadores provocados por instabilidades climáticas intensas. Chuvas torrenciais, ventos fortes e quedas de granizo têm castigado as lavouras, resultando em prejuízos significativos para os produtores locais. Os grãos desprendem-se dos galhos e caem diretamente ao solo úmido, comprometendo a qualidade do café e interrompendo o cronograma de colheita em propriedades de diferentes tamanhos.

Dimensão das perdas na safra cafeeira

A magnitude dos danos nos cafezais revela-se preocupante para diversos produtores. José Carlos de Morais Filho, responsável por uma plantação de 370 mil pés de café, relata que aproximadamente 40% de sua produção já se encontra no solo antes do término da colheita. Esta queda prematura de grãos acarreta depreciação considerável no valor comercial do produto, estimada em R$ 400 por saca, resultando em prejuízo aproximado de R$ 700 mil para esta propriedade isoladamente.

A produtora Ellaritta Crude também projeta impactos semelhantes em seus 450 hectares cultivados no sistema de sequeiro, que depende exclusivamente da precipitação natural para irrigação. Os danos estimados atingem R$ 7 mil por hectare afetado, evidenciando a vulnerabilidade do modelo produtivo diante de eventos climáticos extremos.

Estratégias de mitigação e intensificação da colheita

Diante da urgência imposta pelos temporal sucessivos, os produtores implementaram medidas emergenciais para recuperar o máximo de grãos antes da chegada de novas frentes frias. A mecanização dos processos foi intensificada nas lavouras, com máquinas operando ininterruptamente para recolher frutas ainda presas aos galhos das plantas.

Colheita manual como alternativa viável

Complementando os esforços mecanizados, recorreu-se à colheita manual como recurso emergencial. Embora este método se apresente mais moroso e financeiramente oneroso para o produtor, tornou-se a única alternativa economicamente viável para preservar os frutos maduros que resistiram à violência dos temporais. A mão de obra manual permite maior seletividade, evitando danos adicionais aos grãos já expostos às intempéries.

Impacto econômico e perspectivas futuras

As perdas acumuladas representam um golpe significativo nas receitas dos cafeicultores, que enfrentam não apenas a redução na quantidade de café colhido, mas também a desvalorização do produto devido ao contato com o solo úmido. Esta situação complexa exige rápida mobilização de recursos e reorganização dos processos produtivos para limitar danos ainda maiores.

A conjunção de fatores climáticos adversos evidencia a necessidade de investimentos em sistemas de proteção das lavouras e em tecnologias de monitoramento meteorológico mais sofisticadas. Os cafezais da região aguardam estabilização das condições atmosféricas para que o processo de colheita prossiga de forma mais segura e menos prejudicial aos rendimentos finais da safra.

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