Eletricista nega atuação como tesoureiro da ONG com R$ 83 milhões

Eletricista tesoureiro nega participação efetiva na ONG
Um eletricista identificado como Vanderlei Magalhães Natividade, que consta formalmente como tesoureiro do Instituto Conhecer Brasil (ICB), afirma por meio de seus advogados que apenas emprestou seus dados pessoais para a constituição da organização, nunca tendo exercido qualquer função administrativa real. A entidade, que funciona como organização não governamental, tornou-se alvo de investigações devido a movimentações financeiras de grande vulto.
Conforme declaração de seus representantes legais, Miguel Kupermann e Matheus Yasbeck Montenegro, o eletricista tesoureiro teria fornecido suas informações há aproximadamente 12 anos a pedido de sua prima, Karina da Gama, empresária responsável pela instituição. Natividade trabalha como profissional autônomo em reparos elétricos industriais e residenciais nas regiões Norte e Oeste de São Paulo.
Magnitude das movimentações financeiras investigadas
A Polícia Federal apontou que a assinatura do eletricista tesoureiro aparece em diversos documentos referentes a transações que totalizaram aproximadamente R$ 83 milhões em período de um ano. Tal montante despertou atenção de autoridades federais, levando à determinação de operações investigativas autorizadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal.
A residência de Vanderlei Natividade, localizada na Vila Brasilândia, zona norte paulistana, foi alvo de buscas e apreensão inicialmente pela Polícia Civil de São Paulo em junho e posteriormente pela Polícia Federal em setembro. A casa faz fundos com propriedade adjacente onde reside a família de Karina da Gama, o que pode explicar a proximidade entre os indivíduos.
Defesa do eletricista tesoureiro refuta participação ativa
A nota oficial divulgada pelos advogados do eletricista tesoureiro enfatiza que Natividade jamais movimentou contas bancárias da entidade, não recebeu recursos financeiros relacionados à posição estatutária e não exerceu qualquer atividade administrativa de fato. Segundo a defesa, sua designação como tesoureiro limitou-se à documentação formal de constituição.
Os representantes legais argumentam que a proximidade familiar e relação de confiança com Karina da Gama explicam por que seu nome foi utilizado para registrar a organização. Destacam que o eletricista tesoureiro não possui envolvimento com política, produção cultural, eventos ou com a produção do filme




