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EUA retomam bombardeios contra Irã após morte de militares na Jordânia

EUA retomam bombardeios contra Irã após morte de militares na Jordânia
Fonte: g1.globo.com/mundo/noticia/2026/07/18/eua-retomam-ataques-contra-o-ira-apos-mortes-de-militares-americanos-em-base-na-jordania.ghtml

Retomada dos ataques: bombardeios contra Irã intensificam-se

Os bombardeios contra Irã foram retomados neste sábado por ordem do presidente Donald Trump, conforme informou o Comando Central dos Estados Unidos. A operação marca a oitava noite consecutiva de ataques aéreos estadounidenses contra alvos iranianos, em resposta direta aos ataques sofridos por militares americanos na base jordana de Al Azraq.

O Centcom iniciou os bombardeios contra Irã às 19h no horário de Brasília, visando reduzir a capacidade do país de ameaçar a navegação comercial no Estreito de Ormuz e punir as forças da Guarda Revolucionária Islâmica responsáveis pelo ataque à Jordânia na noite anterior.

Consequências do ataque na Jordânia

Na sexta-feira à noite, a Guarda Revolucionária Islâmica lançou mísseis balísticos e drones contra a base americana de Al Azraq, resultando em perdas significativas. Dois militares americanos foram mortos, outro permanecia desaparecido, e quatro outros foram levados para hospitais jordanianos, embora posteriormente liberados.

Conforme relatado pelo jornal The New York Times, o ataque danificou vários helicópteros das Forças Armadas dos EUA, incluindo aeronaves de combate como os Black Hawks. Desde o início do conflito, 16 militares americanos foram mortos e mais de 430 ficaram feridos em operações na região.

Alvos dos bombardeios e infraestrutura danificada

Os bombardeios contra Irã realizados pelo Centcom visaram instalações de vigilância, infraestrutura logística militar, depósitos subterrâneos de armas e capacidades marítimas iranianas. Entretanto, segundo a mídia estatal iraniana, os ataques também atingiram infraestrutura civil crucial.

A agência IRNA informou que bombardeios americanos destruíram uma usina de dessalinização na província de Hormozgan, interrompendo o abastecimento de água para aproximadamente 10 mil pessoas. Outra instalação de dessalinização foi danificada na ilha estratégica de Qeshm, localizada no Estreito de Ormuz. Usinas elétricas também foram atingidas pelos ataques aéreos.

Resposta iraniana e contra-ataques

Em resposta aos bombardeios contra Irã, Teerã lançou novos ataques contra aliados americanos no Golfo. O Kuwait tornou-se alvo de ataques contínuos no sábado, com uma usina de dessalinização sendo atingida e as operações no Aeroporto Internacional do Kuwait suspensas devido às sucessivas ameaças de mísseis e drones.

A Guarda Revolucionária Islâmica afirmou ter atacado um centro de apoio militar dos EUA no Campo Arifjan e destruído uma instalação de radar na Base Aérea de Ali Al Salem, ambas localizadas no Kuwait.

Escalada política e militar contínua

O líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, afirmou no sábado que os Estados Unidos violaram novamente os compromissos assumidos no acordo de cessar-fogo assinado em junho. Khamenei criticou duramente o presidente americano, alegando que sua assinatura não possui valor nem credibilidade.

Teerã anunciou também a suspensão dos compromissos assumidos pelos termos do cessar-fogo de junho, intensificando a deterioração das relações diplomáticas. Khamenei fez um apelo à unidade nacional diante do retorno das agressões mútuas entre Washington e a capital iraniana.

Contexto do conflito no Oriente Médio

A escalada militar entre Teerã e Washington representa uma continuação da tensão que marcou a guerra no Oriente Médio. O colapso do acordo de cessar-fogo em junho estabeleceu as condições para a série de bombardeios contra Irã e contra-ataques que prosseguem até o presente momento.

O Comando Central dos EUA reafirmou em comunicado oficial que os ataques contra Irã buscam punir rapidamente os responsáveis pelos ataques contra militares americanos, mantendo o compromisso de proteger as forças estadounidenses na região e garantir a segurança das rotas comerciais estratégicas no Golfo.

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