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Irã relata explosão de dois petroleiros por minas no Estreito de Ormuz

Irã relata explosão de dois petroleiros por minas no Estreito de Ormuz
Fonte: g1.globo.com/mundo/noticia/2026/07/17/guarda-revolucionaria-afirma-que-dois-petroleiros-explodiram-apos-colidirem-com-minas-em-ormuz.ghtml

Irã confirma incidente com dois petroleiros no Estreito de Ormuz

A Guarda Revolucionária do Irã divulgou comunicado na noite de sexta-feira informando que dois navios petroleiros sofreram explosão de petroleiros no Estreito de Ormuz após atravessarem uma zona minada. Segundo a organização militar iraniana, as embarcações entraram em combustão enquanto tentavam cruzar a região ao sul do estreito estratégico. O incidente marca mais um capítulo na crescente tensão entre Irã e Estados Unidos na região.

Através de declaração publicada pela agência oficial Irna no Telegram, a Guarda Revolucionária afirmou: "Dois navios petroleiros, que tentavam atravessar o campo minado ao sul do Estreito de Ormuz por meio de artimanhas conduzidas por agências de inteligência dos Estados Unidos, explodiram e incendiaram-se". O comunicado não forneceu detalhes sobre as nacionalidades das embarcações ou possíveis vítimas do ocorrido.

Situação de navios bloqueados na região

Além das duas embarcações que sofreram a explosão de petroleiros, a televisão estatal iraniana informou que quatro navios adicionais foram impedidos de prosseguir através do Estreito de Ormuz. A medida evidencia o agravamento das condições de navegação na passagem crítica por onde transita aproximadamente um terço do petróleo marítimo mundial.

Ameaças iranianas de retaliação

Mohsen Rezai, assessor militar do líder supremo do Irã, proferiu ameaças de uma "ofensiva total" caso os ataques norte-americanos persistam além de "dois ou três dias". Em comunicado televisionado, Rezai declarou: "O Irã deixará de se limitar a responder, e nenhuma fronteira estará segura". As declarações refletem o tom cada vez mais agressivo das autoridades iranianas perante a campanha militar dos Estados Unidos.

O governo iraniano acusa Washington de bombardear infraestruturas civis, incluindo pontes e áreas residenciais. Teerã argumenta que esses ataques violam o direito internacional ao atingir alvos de população civil.

Escalada militar contínua entre as nações

A tensão entre Washington e Teerã intensificou-se desde o colapso do acordo de cessar-fogo entre os dois países na semana anterior. Os Estados Unidos executaram ataques contra o Irã pela sétima noite consecutiva na sexta-feira, com o objetivo declarado de "continuar degradando as capacidades militares iranianas", conforme informou o Exército norte-americano.

Relatórios da mídia estatal iraniana indicam que pelo menos cinco pontes foram atingidas no sul do país. No porto de Bandar Khamir, sete pessoas perderam suas vidas em ataques a estruturas de ponte, e a estação ferroviária portuária também foi danificada. Um aeroporto localizado em Iranshahr, município na fronteira com o Paquistão, também sofreu bombardeios.

Preocupações internacionais com a escalada

António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, expressou preocupação com o agravamento do conflito, particularmente quanto aos "ataques à infraestrutura civil no Irã e em toda a região". O porta-voz da ONU reforçou que a organização acompanha com atenção a situação de segurança no Golfo Pérsico e redondezas.

A explosão de petroleiros no Estreito de Ormuz representa não apenas um risco imediato para a navegação marítima internacional, mas também um sinal de como o conflito bilateral está afetando rotas comerciais globais críticas. A comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos deste confronto que ameaça a estabilidade econômica e política do Oriente Médio.

O Estreito de Ormuz continua sendo um ponto nevrálgico nas relações entre Irã e Estados Unidos, com implicações diretas para o comércio mundial de energia e a segurança marítima regional.

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