Pesquisa Quaest: Lula 44% e Flávio 39% no segundo turno

Levantamento Quaest revela panorama da corrida presidencial
A pesquisa Quaest de agosto, publicada na quarta-feira (5), apresenta números relevantes sobre a competição entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). O segundo turno hipotético entre os dois candidatos evidencia vantagem do petista, que acumula 44% das intenções de voto, enquanto o postulante do PL marca 39%. Contudo, análises estratificadas por diferentes variáveis demográficas e ideológicas revelam dinâmicas distintas em segmentos específicos do eleitorado brasileiro.
Metodologia e confiabilidade do levantamento
O estudo foi encomendado pela Genial Investimentos e entrevistou 2.004 eleitores no período entre 31 de julho e 3 de agosto. A margem de erro estabelecida é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento recebeu registro oficial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06591/2026, garantindo sua legitimidade e transparência metodológica.
Divisão por posicionamento político
Quando examinada a dimensão ideológica, surgem contrastes importantes na intenção de voto. Entre eleitores que se identificam como de direita, Flávio Bolsonaro apresenta vantagem significativa sobre Lula. No espectro da esquerda, o quadro se inverte completamente, com o presidente petista dominando amplamente as preferências. No segmento de eleitores independentes, os números indicam empate técnico, com Lula numericamente à frente com 33% contra 29% do candidato da legenda bolsonarista, ainda que a diferença se situe dentro da margem de erro.
Análise regional: disparidades geográficas relevantes
A distribuição geográfica dos votos apresenta variações expressivas que merecem atenção especial. No Nordeste, região historicamente importante para cálculos eleitorais, Lula obtém performance dominante, alcançando 64% das intenções contra apenas 25% de Flávio. Inversamente, no Sul, o senador bolsonarista supera o presidente petista com 56% ante 29%, configurando sua melhor região de desempenho. No Sudeste e na região Centro-Oeste/Norte, os dados apontam para empate técnico entre os candidatos, evidenciando ausência de clara predominância em áreas economicamente significativas.
Diferenças por gênero no eleitorado
A segmentação por sexo expõe assimetrias notáveis nas preferências. Lula apresenta desempenho superior entre mulheres, obtendo 47% das intenções de voto neste grupo demográfico. Entre homens, a situação se modifica consideravelmente: enquanto o presidente atinge 35%, Flávio Bolsonaro marca 44%, ainda que numericamente à frente dentro da margem de erro. Esta dinâmica sugere que a campanha de Lula encontra mais receptividade entre eleitoras mulheres.
Variações conforme faixa etária
Quando observados os recortes etários, Lula mantém liderança em todas as categorias avaliadas, porém com intensidades variadas. Nas faixas de 16 a 34 anos e de 35 a 59 anos, o presidente petista está tecnicamente empatado com Flávio, indicando competição acirrada entre eleitores em idade produtiva. A vantagem mais expressiva de Lula emerge entre eleitores com mais de 60 anos, grupo onde alcança 48% contra 34% do candidato do PL, revelando maior consolidação de apoio neste segmento etário.
Impacto da escolaridade na intenção de voto
A análise educacional traz perspectivas importantes. Entre quem cursou até o ensino médio, registra-se empate técnico, embora Flávio Bolsonaro fique numericamente à frente nesta categoria. Já entre eleitores com ensino superior, o candidato do PL ultrapassa Lula, sugerindo maior penetração em segmentos com educação formal completa. Este fenômeno contrasta com a tradicional base de apoio do presidente petista.
Cenário conforme faixas de renda
A distribuição de intenções de voto por renda familiar evidencia correlações importantes entre capacidade econômica e preferência eleitoral. Eleitores com renda familiar superior tendem a demonstrar maior inclinação para Flávio Bolsonaro, enquanto Lula mantém vantagem entre grupos de menor poder aquisitivo. Esta estratificação reflete divisões socioeconômicas profundas na sociedade brasileira.
Preferências religiosas e sua relevância eleitoral
O recorte religioso oferece dados particularmente significativos para ambas as campanhas. Lula lidera de forma expressiva entre católicos, obtendo 49% das intenções neste grupo religioso majoritário. Contrastando com este cenário, Flávio Bolsonaro apresenta supremacia entre eleitores evangélicos, onde acumula 48% das preferências. Esta dinâmica evidencia a importância crescente do voto evangélico na política brasileira contemporânea e a necessidade de ambos os candidatos concentrarem esforços neste segmento estratégico.
Perspectivas para o segundo turno
Os dados coletados pela pesquisa Quaest de agosto fornecem retrato relevante do cenário eleitoral brasileiro em momento crucial. Enquanto Lula mantém vantagem geral no segundo turno hipotético contra Flávio Bolsonaro, a análise segmentada revela competição acirrada em diversos grupos demográficos e geográficos, sugerindo que a campanha ainda possui etapas decisivas de desenvolvimento.




