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PF encerra investigação sobre interferência americana nas eleições

PF encerra investigação sobre interferência americana nas eleições
Imagem: g1.globo.com. Uso informativo; os direitos pertencem ao seu titular.

PF encerra apuração sobre interferência dos EUA

A Polícia Federal comunicou o encerramento de uma investigação acerca da suposta interferência dos EUA nas eleições brasileiras, conforme solicitação da Advocacia-Geral da União. O processo investigativo, que havia sido aberto preliminarmente, tratava sobre o eventual emprego de recursos públicos norte-americanos no financiamento de organizações que atuam em solo brasileiro com objetivos políticos específicos.

A interferência dos EUA nas eleições brasileiras foi alegada pela AGU com base em informações publicadas pela mídia internacional. O pedido de arquivamento foi encaminhado ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, bem como ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, na quinta-feira do dia 1º do mês.

Contexto da investigação preliminar

No domingo, data do primeiro turno das eleições, Andrei Rodrigues havia informado publicamente que a Polícia Federal realizava uma apuração preliminar sobre o tema, sem que houvesse a instauração formal de um inquérito administrativo. Na ocasião, o diretor destacou que a representação havia sido encaminhada para a Diretoria de Inteligência da corporação.

"Recebemos uma representação da AGU sugerindo apuração de interferência externa. Foi encaminhado para a Diretoria de Inteligência para dar início à apuração. É uma investigação em andamento, um procedimento prévio. Não foi publicada a portaria do inquérito, mas já temos uma investigação em curso", declarou Andrei Rodrigues na ocasião.

Fundamento da denúncia apresentada

O pedido de investigação foi fundamentado em reportagem divulgada pelo periódico britânico The Guardian, publicada na quarta-feira anterior. Segundo aquela matéria, o Departamento de Estado dos Estados Unidos teria transferido um milhão de dólares a entidades e organizações ligadas à mobilização de ações contra instituições brasileiras, particularmente o Supremo Tribunal Federal.

Conforme relatado pela publicação internacional, os recursos teriam sido disponibilizados com a justificativa oficial de combater alegados excessos judiciais e práticas de censura no país. A AGU transformou essas informações em notícia-crime, ressaltando a gravidade potencial dos fatos narrados.

Detalhes dos repasses financeiros internacionais

Segundo consta no documento apresentado pela Advocacia-Geral da União, a verba repassada pelo governo norte-americano teria como "objetivo explícito o financiamento e a sustentação financeira de entidades e grupos da sociedade civil focados em desestabilizar e atentar contra a institucionalidade do Poder Judiciário brasileiro".

Os repasses do Departamento de Estado americano foram realizados através do 'Human Rights and Democracy Fund' (HRDF), direcionado ao programa intitulado "Countering Lawfare and Censorship in Brazil". Este programa alegadamente operaria no sentido de combater supostos excessos judiciais e procedimentos de censura em território nacional.

Assinantes do documento

O documento de notícia-crime foi assinado pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, acompanhado por outros três membros da instituição. A AGU havia ressaltado em sua solicitação a relevância das informações apresentadas pela reportagem do jornal britânico, pedindo apuração completa dos fatos alegados.

Confirmação da decisão de arquivamento

A informação sobre o arquivamento da investigação foi primeiramente divulgada pelo jornal O Globo e posteriormente confirmada pela GloboNews e TV Globo. A decisão representa o encerramento formal do procedimento preliminar que havia sido aberto pela Polícia Federal.

Este desfecho encerra o capítulo de investigação sobre o tema específico da interferência dos EUA nas eleições brasileiras que havia gerado repercussão considerável nos meios de comunicação e nas estruturas de segurança pública do país.

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