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Secretário do Exército dos EUA deixa cargo após conflitos

Secretário do Exército dos EUA deixa cargo após conflitos
Imagem: g1.globo.com. Uso informativo; os direitos pertencem ao seu titular.

Demissão do Secretário do Exército dos EUA em meio a tensões políticas

O secretário do Exército dos Estados Unidos, Dan Driscoll, apresentou sua demissão do cargo, conforme informado pelo jornal The Wall Street Journal na segunda-feira (31). A saída do secretário do Exército dos EUA está diretamente ligada aos constantes atritos mantidos com Pete Hegseth, secretário de Defesa e notório aliado do presidente Donald Trump.

A relação tensa entre Driscoll e Hegseth intensificou-se desde o momento em que este último assumiu suas funções em janeiro de 2025. De acordo com relatos da imprensa americana, os dois líderes militares têm enfrentado divergências significativas no gerenciamento das operações e políticas do Exército americano, culminando na decisão de Driscoll deixar o cargo.

Contexto dos conflitos internos na cúpula militar

Os atritos frequentes entre Driscoll e Hegseth representam uma instabilidade interna na estrutura de comando das Forças Armadas dos EUA. Essa tensão teve consequências imediatas e visíveis, culminando na demissão do general Randy George, chefe do Estado-Maior do Exército, em abril.

Segundo fontes ligadas ao Wall Street Journal, Driscoll e George mantinham uma parceria consolidada, trabalhando conjuntamente em iniciativas de modernização tecnológica do Exército. Os dois também realizaram uma viagem compartilhada para a Ucrânia antes da saída do general, demonstrando o alinhamento estratégico entre ambos.

Reações políticas à remoção da liderança militar

A remoção do general George provocou reações críticas significativas entre legisladores do Partido Republicano. Deputados e senadores manifestaram preocupação com as mudanças abruptas na cúpula militar, questionando a abordagem adotada por Hegseth para reestruturar as Forças Armadas durante um período de tensões geopolíticas.

A Casa Branca, por sua vez, divulgou comunicado elogiando a atuação de Driscoll durante seu mandato. A porta-voz Anna Kelly afirmou que o secretário contribuiu significativamente para a implementação da agenda presidencial, na preparação operacional das Forças Armadas para missões militares e nas negociações diplomáticas envolvendo a Rússia e a Ucrânia.

O trajeto profissional de Pete Hegseth

Pete Hegseth possui histórico militar antes de sua transição para a mídia. Serviu nas fileiras do Exército dos EUA, acumulando experiência em operações no Iraque e no Afeganistão. Contudo, sua carreira mais recente foi desenvolvida como âncora do canal televisivo Fox News, veículo de orientação conservadora, antes de ser indicado por Trump para comandar o Departamento de Defesa americano.

Essa origem profissional não-convencional para um cargo de tamanha importância gerou desconfiança inicial entre a liderança militar tradicional dos EUA, composta majoritariamente por oficiais de carreira com décadas de experiência institucional.

Reformulação estrutural nas Forças Armadas

Desde o primeiro semestre de 2026, Hegseth iniciou uma série de mudanças significativas na estrutura da alta cúpula das Forças Armadas. Essa reformulação representa uma reestruturação militar de amplitude considerável, situação rara na história institucional americana, particularmente em períodos de conflito declarado, como a guerra contra o Irã.

A estratégia adotada por Hegseth de promover mudanças generalizadas na liderança militar contrasta com as práticas históricas de transição gradual e consensual na cúpula do Pentágono. Essa abordagem se inserisce em um contexto de reorganização mais ampla da política de defesa sob a administração Trump, buscando alinhar as operações militares com as prioridades políticas estabelecidas pelo governo.

Implicações para a estrutura de comando americano

A saída de Driscoll, somada à demissão anterior de George, sinaliza uma mudança substancial na dinâmica de poder dentro do Departamento de Defesa. As sucessivas saídas de oficiais experientes podem impactar a continuidade de programas estratégicos em desenvolvimento e a estabilidade operacional das unidades militares.

A tensão entre lideranças políticas nomeadas e lideranças militares tradicionais reflete debates mais amplos sobre ciência e defesa militar nos Estados Unidos, particularmente sobre quem deve ter primazia nas decisões estratégicas durante períodos de instabilidade internacional.

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