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Colômbia: quatro menores morrem em bombardeios contra guerrilheiros

Colômbia: quatro menores morrem em bombardeios contra guerrilheiros
Imagem: g1.globo.com. Uso informativo; os direitos pertencem ao seu titular.

Bombardeios contra guerrilheiros deixam quatro menores mortos

Os bombardeios Colômbia menores realizados pelo recém-empossado governo do direitista Abelardo de la Espriella resultaram na morte de quatro crianças em operações contra grupos armados, conforme informou uma fonte da autoridade forense colombiana à agência France Presse nesta segunda-feira (31 de agosto). Dois adolescentes de 15 anos e outros dois de 16 anos faleceram em ataques aéreos dirigidos a áreas sob controle de guerrilheiros, especialmente na região amazônica e próximo à divisa com a Venezuela, onde facções disputam o controle do narcotráfico, mineração ilegal e redes de extorsão.

As operações militares evidenciam a intensificação do combate aos grupos armados desde que o presidente de la Espriella tomou posse em 7 de agosto. Desde o início de seu mandato, os bombardeios autorizados já contabilizam pelo menos 26 mortes, marcando o período mais violento registrado na última década no país.

Compromisso do governo contra a guerrilha

Em comunicado divulgado nas redes sociais, o presidente de la Espriella afirmou que os grupos guerrilheiros "durante décadas recrutaram menores para transformá-los em combatentes ou em escudos humanos", e ressaltou que essas ações "devem pagar por esses crimes que violam o Direito Humanitário". O chefe de Estado chegou ao poder com plataforma eleitoral centrada no confronto sem trégua contra guerrilheiros e narcotraficantes, contando com apoio estratégico dos Estados Unidos e Israel.

De la Espriella reforçou seu posicionamento declarando: "Todo o meu apoio às operações militares que combatem os grupos narcoterroristas". Essa postura marca uma mudança significativa na estratégia de segurança do país, priorizando ações ofensivas contra as organizações criminosas.

Alvos dos bombardeios na Colômbia

As operações militares focalizaram dois principais objetivos. Na região do Catatumbo, localizada na fronteira com a Venezuela, os ataques visaram a guerrilha Exército de Libertação Nacional (ELN), tradicional grupo de oposição armada que ampliou sua presença territorial nos últimos anos. Simultaneamente, em Guaviare, no sul do país, o governo direcionou bombardeios contra dissidências das extintas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Nesta segunda-feira, o presidente também informou sobre um terceiro bombardeio em Guaviare, desta vez direcionado a uma dissidência das Farc liderada por Iván Mordisco, identificado como o guerrilheiro mais procurado da Colômbia. Segundo o relato presidencial, oito integrantes dessa organização foram eliminados, embora permaneça incerto se havia menores entre as vítimas fatais.

Expansão territorial dos grupos armados

Analistas e fontes militares apontam que nos últimos anos as organizações guerrilheiras ampliaram significativamente seu contingente de combatentes e expandiram o domínio territorial em regiões estratégicas do país. Essa expansão representa um desafio crescente para as autoridades colombianas e justifica, segundo o governo, a intensificação das operações militares ofensivas.

O fortalecimento desses grupos ocorre particularmente em áreas de difícil acesso geográfico, onde a presença estatal é mínima e a população vive em condições de vulnerabilidade socioeconômica acentuada.

Recrutamento de menores em números preocupantes

Os dados relacionados ao recrutamento de crianças por organizações armadas revelam uma tendência alarmante. Conforme registros da Defensoria do Povo colombiana, foram documentados 428 casos de recrutamento de menores por grupos armados durante o ano anterior. Neste ano, apenas até 31 de julho, já haviam sido identificados 97 casos, sinalizando uma aceleração dessa prática criminosa.

Esses números sublinham a gravidade da situação enfrentada por crianças e adolescentes em territórios dominados por guerrilheiros, onde sofrem pressão contínua para integrar fileiras combatentes ou servir como escudos humanos em confrontos.

Preocupações com direitos humanos

Organizações dedicadas à defesa dos direitos humanos manifestaram preocupação crescente com o impacto humanitário dos bombardeios sobre as crianças vítimas de recrutamento forçado. Essas entidades alertam que os ataques aéreos afetam populações civis vulneráveis, particularmente menores que vivem em áreas de pobreza extrema com presença estatal praticamente inexistente.

O dilema ético entre combater efetivamente grupos terroristas e proteger crianças inocentes permanece central nas críticas internacionais à estratégia militar adotada pelo novo governo colombiano. A comunidade internacional observa atentamente o desenvolvimento desses conflitos e seus impactos nas populações vulneráveis do país.

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