Senado inicia votação da PEC do fim da 6x1

Senado abre debate sobre PEC do fim da 6x1
O plenário do Senado Federal deu prosseguimento nesta terça-feira (6) à primeira discussão da Proposta de Emenda à Constituição que propõe acabar com a escala 6x1, mantendo os salários inalterados. A sessão semipresencial contou com elevada presença de senadores que apoiam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto discursos favoráveis à medida predominaram na reunião. Esse início de debates marca um passo significativo para a PEC fim da 6x1, que segue gerando discussões acaloradas no Congresso Nacional.
Baixa participação de senadores da oposição
A ausência maciça de parlamentares do PL na sessão chamou atenção. Do total de 15 senadores que o partido possui atualmente, apenas seis compareceram: Efraim Filho (PB), Izalci Lucas (DF), Eduardo Gomes (TO), Magno Malta (ES), Wilder Morais (GO) e Marcio Bittar (AC). O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato presidencial, não participou da discussão, sequer de forma remota, apesar de estar em Brasília. A estratégia de não comparecimento reflete a posição contrária dos parlamentares do PL ao texto em discussão.
Senadores aliados a Flávio Bolsonaro trabalham para impedir a votação da PEC fim da 6x1 em seu formato atual, defendendo análise de um texto alternativo sobre a temática. Para quarta-feira (7), integrantes do PL e Republicanos já agendaram reunião para definir estratégias conjuntas de obstrução.
Cronograma de votação e requisitos aprovação
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sinalizou que deve colocar a proposta em votação na próxima semana. Ele reafirmou o compromisso de seguir o rito normal, sem precipitação nos procedimentos legislativos. Segundo Alcolumbre, o Senado realizará mais quatro sessões de discussão antes de submeter a PEC ao primeiro turno de votação. Para ser aprovada, uma emenda constitucional necessita de 49 votos favoráveis em duas votações separadas.
Entre integrantes do governo, persiste a expectativa de conseguir aprovação em ambos os turnos antes do segundo turno eleitoral de 2026, buscando expor publicamente parlamentares da oposição que tentem obstruir o processo de votação da PEC fim da 6x1.
Argumentos em defesa da redução de jornada
Durante a sessão, nenhum dos senadores que discursaram manifestou posição contrária à mudança da jornada de trabalho para garantir dois dias de descanso remunerado aos trabalhadores. Paulo Paim (PT-RS), em seu último ano de mandato, discursou em favor da medida, tema pelo qual milita há anos. O senador enfatizou a perspectiva humanitária do debate:




